sábado, fevereiro 14

Degree of Vampire - 11º capítulo

Finalmente começa a segunda saga, estava ansioso para poder começá-la :D
Sobre o título, se eu fizesse em português ficaria estranho. O significado é "Triste aniversário para você".

Sad birthday to you

Os dois heróis, cansados da viagem, chegam à Vila Vaulge. Natasha pergunta aonde mora o mestre de Dark, ele responde:
-Não é bem nessa vila que ele mora, é um pouco mais para frente. Podemos aproveitar para descansarmos aqui.
-Mas... Não temos dinheiro...
-Podemos vender isso que você trouxe.
-São minhas coisas!
-Viemos só para meu mestre ver o seu poder de detectar vampiros, não para ficarmos uma noite...
-Terei que voltar para minha casa ainda hoje!?
-Sei lá, poderia ficar acordada até amanhã.
-Eu não sou uma vampira. E falando no seu mestre...
Antes dela dizer, uma menina que aparenta ter uns nove anos de idade esbarra em Dark e continua correndo. Os dois olham para frente e vêem um vendedor de frutas gritando:
-Por que continua roubando minhas frutas!? Volte aqui!
Dark ignora e continua a andar, Natasha o segue. Logo ela se lembra do que ia dizer e pergunta:
-Dark, qual o nome de seu mestre?
Sem parar de andar e sem olhar para ela, simplesmente responde:
-Rufus Runk.
Então ela percebe o quão nervoso e apressado ele está. Andaram até o final da vila, chegando numa pequena floresta. Natasha estranha e pergunta:
-Aqui que ele mora?
-Sim, ele é do tipo anti social, não gosta de muitas pessoas por perto.
Após entrarem na floresta, eles finalmente chegam numa bonita casa de madeira, com vários troncos de árvores ao lado, uma árvore no outro lado com várias flores rosas. Natasha se encanta enquanto vê a paisagem, sem perceber que Dark andava com pressa até a porta. Ele aperta a campainha e aperta os punhos. Depois de um minuto a porta é aberta por uma mulher, que aparenta ter 34 anos de idade, com uma expressão triste. Dark, sem mudar a expressão séria, pergunta:
-Me desculpe por não ter avisado que viria, mas preciso falar urgentemente com o meu mestre...
Ela olha para o lado e diz:
-Você... Poderia entrar? Preciso falar algo...
-Sim. E essa garota... Pode entrar também?
-Ela é...?
-A conheci durante uma das lutas, também preciso mostrar algo que seria do interesse do meu mestre.
-Tudo bem.
Dark olha para trás e vê Natasha com cara de boba e ainda impressionada com a vista. Ele diz:
-Venha logo sua tonta, parece que nunca viu flores na vida!
-Não me chame assim... E realmente nunca vi mesmo...
Os três se sentam nos sofás da sala de estar, A mulher fala para a Natasha:
-Oi, me chamo Safira, fico feliz que Dark tenha feito uma amizade. Eu sou a esposa do "mestre dele", que ele deve ter dito à você. Bem...
Dark, impaciente, pergunta à Safira:
-Onde está meu mestre? Ele saiu?
Ela ficou calada. Dark continuou perguntando coisas do tipo até a campainha tocar. Safira pediu para esperarem e foi para a porta. Era o mesmo vendedor de frutas da entrada da vila, segurando pelo braço da mesma menina que esbarrou em Dark. O vendedor diz à Safira:
-Me desculpe por segurar sua filha desse jeito, mas ela roubou novamente minhas frutas.
Dark fala para Natasha:
-Essa voz não me é estranha...
-Também... Me parece a voz de um senhor que derrubou dinheiro na rua e eu roubei...
Safira pergunta:
-Natasha, por que você faz essas coisas?
-Eu era pequena e não tinha noção de que era errado, mas não precisa falar como se eu continuasse com isso.
-Hã? Me desculpe, mas não foi com você.
-Não?
Dark diz:
-Ah! Tinha me esquecido completamente, a filha do meu mestre também se chama Natasha...
-Ah... Ah!?
A filha de Safira, com muita raiva, grita:
-Mas que droga! Quantas vezes tenho que dizer que eu não roubo as porcarias das frutas desse maldito!?
-Tenha modos!
-Que se danem os modos!
O homem também fica bravo e exclama:
-Não nos venha com mentiras, eu vi com meus próprios olhos você pegando uma de minhas bananas!
-Por que eu pegaria uma merd* de banana? Eu nem gosto.
-E eu vou saber?
Dark e Natasha se assustavam com o que ela dizia, então Dark se levanta para ver a menina e diz:
-Não tenho dúvidas, é realmente a garota que esbarrou em mim enquanto fugia!
A garota ficou confusa e ao mesmo tempo com mais raiva. Então o homem diz:
-Viu? Temos uma testemunha.
A garota se esforça para não chorar e grita:
-Vá para o inferno com suas frutas podres!
Ela chuta sua perna e corre para o quarto. Safira pede desculpas e fala que irá pagar pelo roubo. O homem diz que não liga para isso e fala:
-Não estou preocupado com o dinheiro, mas gostaria de saber porque ela faz essas coisas... Será que ela está querendo atenção?
-Talvez. Realmente não ando dando atenção à ela.
-Ela ainda é pequena, fico com pena por ter perdido seu pai tão de repente...
Dark se surpreende, Safira olha para Dark. Após ter se despedido do homem, Dark pergunta:
-Isso... É o que estou pensando? Ele realmente...
-Acho melhor... Explicar tudo de uma vez...
No ano anterior:
No aniversário de oito anos da filha de Rufus, festejavam na frente de casa, com vários moradores da vila. Safira conversava com umas amigas:
-Às vezes isso de não querer ficar perto de muitas pessoas me deixa preocupada.
-Você tem um marido ótimo, fique feliz com o jeito dele, apesar de ser meio chato às vezes mesmo, hahaha.
-Tem razão.
Natasha, filha de Rufus, assoprou as velas do bolo de aniversário. Toda sorridente, pegou um pedaço do bolo e diz:
-Eu vou levar esse pedaço para o papai.
Um de seus amigos disse:
-Ele parece ser assustador, mas gostaria de ver ele pelo menos uma vez.
-Ele é legal, tentarei convencer a ele vir aqui fora.
Ela correu até o quarto, mas ele não estava, estranhou e foi para o quarto de onde ele trabalhava. Ao dizer: "Papai, você vai querer um bo...", derrubou o prato com o bolo e grita. Todos correram para lá e vêem Rufus morto, com o pulso do braço esquerdo com rasgos e sangrando, como se alguém tivesse mordido. Natasha ficou tão chocada que nem chorar conseguiu.
No presente, Safira começou a chorar. Dark ficou chocado da mesma forma que a filha dela no momento.
Natasha, filha de Safira, ficou no quarto com uma cara emburrada olhando para um criado-mudo. Ela diz:
-Papai, por quê...?
Dark ficou sentado no sofá ao lado de Natasha com uma expressão triste, como se estivesse tentando não chorar. Natasha tenta falar com ele, mas a ignora. Ele fala que irá para fora tomar um ar. Safira diz à ela:
-Pensei que ele ficasse assim, por isso fiquei com medo de dizer...
-Mas ele cometeu mesmo suicídio?
-Não tinha como alguém ter entrado, assassinado e sair sem ninguém ter visto. Mas a razão que gostaria de saber...
-Ele não escreveu nenhuma carta falando do suicídio?
-Tinha uma na mesa, só não sei do que se tratava pois quando fui pegar não estava mais lá. Alguém deve ter pego.
-Quem? A Natasha?
-Talvez, mas nunca achei a carta nessa casa, ela deve ter a escondido muito bem.
-E você não tentou perguntá-la?
-Sim, mas desde aquele dia ela ficou tão seca que me ignora sempre. Até a entendo, foi bem no dia do aniversário dela... Que é hoje.
Safira acaba de se lembrar disso e se preocupa. Dark, que ficou deitado no gramado olhando o céu, continuou com a mesma expressão, até então sair lágrimas de seus olhos. No mesmo ins tante um homem de aparência forte sái das sombras da floresta e diz com um sorrizo:
-É aqui que mora o tal de Rufus? Irei fazer ele me treinar.

Fim do 11º capítulo.

...

A partir do próximo capítulo terá um bônus para essa fic, espero que gostem.

quinta-feira, fevereiro 5

Hope Woods - Capítulo II - A Menina Enterrada

Capítulo II - A Menina Enterrada

2 Anos Atrás

Sun estava frente a frente com seu inimigo. Se encontrava em posição de ataque aguardando quando ele começaria seu primeiro movimento. O oponente era um homem. No entanto, não era possível ver mais nada, pois ele vestia armadura e elmo. Ele mantinha a espada na mão, nervosamente analisando os movimentos de sua rival. Em posição de ataque, investiu para a frente, atacando quando se aproximou de Sun que se encontrava ainda parada. Ela abaixou-se no momento que a lâmina cortou o espaço acima de sua cabeça e com um golpe dado com o cabo de sua espada, derrubou o elmo do oponente no chão. Ele deu dois passos para trás. Sun o olhou e sorriu, correu para sua direção e girou a espada, parando a centimetros de seu pescoço.
- Ótimo - uma voz feminina falou atrás de Sun. - Muito bem Sun, como esperado.
Sun se virou e encarou a mulher de cabelos pretos na altura do ombro que se aproximava, vestindo também uma armadura e carregando uma espada na mão.
- Comandante Bela - Sun virou-se, sorrindo. - Obrigada.
- Ora, não me agradeça. É verdade. Você tem muito potencial como guerreira. E evolui rápido. Provavelmente em menos de três anos se tornará comandante também. Pode ficar com minha vaga. Seria uma ótima substituta.
- A comandante vai mesmo sair? - Perguntou Sun, guardando a espada na bainha.
- Oh sim. Sabe, fui pedida em casamento. Sempre sonhei em ter uma vida doméstica com um homem que amo. - o rosto dela estava radiante.
- Se for o caso, por que o posto de comandante?
- Por mais que eu sonhasse com isso, nunca imaginei que se tornaria verdade. Além disso, foi aqui que conheci ele afinal, por isso não me arrependo. Espero que tenhamos um filho, talvez dois, sempre quis ser mãe. Não pretende ter filhos Sun?
- Não - Sun olhou para baixo, pensativa. - Sou como minha mãe, eu acho. Ela não deveria ter tido filhos, não cometerei o mesmo erro dela.
- Ah, isso é triste...
- Além do mais - falou Sun decidida. - Não me dou bem com crianças...

Presente

Sun estava parada no buraco que abriu quando sua espada tocou a terra. Sem acreditar no que estava a sua frente, parecendo algo ilógico demais. Uma menina de aproximadamente dez anos, com cabelos pretos lisos compridos, tão compridos que tocavam a terra no chão dela. O rosto sujo de terra. Vestia trapos que visivelmente haviam sido feitos por alguém sem nenhuma experiência, também estavam imundos. Os olhos azuis claros em contraste com os cabelos pretos. Ela parecia com um rosto espantado, talvez curiosa.
Ela olhou para o alto, de onde a luz do sol entrava no buraco que era profundo. De onde estavam, era impossível alcançar a superfície.Seu rosto se iluminou em um sorriso e ela levantou a pequena mão suja de terra para cima, deixando os raios de sol passarem através dela.
- Então, isso é luz? - falou, com sua voz infantil.
Sun a olhou curiosa, mas nada disse.
- Aquilo é céu? Ali é terra? - apontando dessa vez para o chão.
- E o que seria? - perguntou Sun impaciente.
- E você é uma pessoa? - agora a menina olhava para a mulher de armadura na sua frente. - Eu sou uma pessoa também, a voz disse.
- A...voz?
- Sim, ela me falou sobre tudo. Sol, terra, céu, pessoas. Ela fala comigo todos os dias.
- Espere aí - Sun abaixou-se para ficar na altura da criança. - Quem fala com você?
- A voz.
- Uma voz? O que é essa voz?
- A voz é a voz.
Sun pensou por algum tempo, olhando confusa a menina que sorria e se impressionava com cada grão de terra que caía pelo buraco.
- Você sabe o que é um nome? - Sun perguntou então.
- Sim, a voz me ensinou.
- E essa voz tem um nome?
Dessa vez a menina que parou para pensar, olhando para Sun.
- Não - ela respondeu. - Nunca perguntei.
Sun suspirou.
- Certo. Então, você tem um nome?
- Sim. - ela respondeu radiante. - A voz me deu um nome. É Yuki!
- Ótimo Yuki, já é algo. Eu sou Sun, uma comandante de Khan. Me diga, de onde você é?
- De onde como?
- Como...por exemplo...onde mora sua mãe?
- O que é mãe?
Sun levantou e encostou as costas na parede de terra atrás de si.
- Onde você vive então? - perguntou, impaciente.
- Aqui...
- Quando diz aqui, você fala... - Sun olhou para o pequeno buraco e fez um gesto abrangendo ele todo. - Aqui? Esse buraco?
- É...Não sabia o que era na verdade. Mas agora que a luz chegou reconheço coisas que a voz me falou.
- Você está mesmo querendo dizer que viveu a vida toda aqui? Sem ver nada? Só falando com essa...essa tal de...voz?
- É... - Yuki sorria enquanto falava.
Atordoada, Sun passou a olhar a menina e percebeu que realmente ela não parecia conhecer nada. Agora ela tinha se abaixado vendo duas formigas andar pela terra com verdadeira admiração. Os cabelos da menina se arrastando pelo chão enquanto ela andava.
Abandonando a visão estranha de Yuki, Sun olhou para cima. Havia um problema. Escalar ali parecia impossível, pois a parede do buraco não havia lugares nos quais se apoiar, além do que a saída estava muito alta. Seja quem for que colocou aquela menina lá, não queria permitir que ela saísse.
- Yuki - Sun falou, ainda olhando para cima. - Sabe algum jeito de sair daqui?
- Sair por quê?
- Deixa pra lá.

* * *

Os outros já haviam voltado ao acampamento e Vlad estava agora fazendo novo fogo para assar dois coelhos que haviam caçado no caminho. Iwazaru estava sentado perto observando-o. Drake dava golpes com sua espada em uma árvore e Nani estava dentro de sua tenda.
Vlad era rápido com seu trabalho e logo o fogo se acendeu. Ele sentou-se e começou a cuidar para que a fogueira não se apagasse. Olhou para Iwazaru que estava concentrado nas chamas que subiam.
- Iwazaru, certo? - Vlad falou. - Não se preocupe. Sei que você não fala. Talvez por isso mesmo seja a pessoa mais indicada para se conversar aqui. Mas de fato estou curioso. É uma doença que o impede de ter voz?
Iwazaru só olhou para Vlad e abriu sua boca, revelando que onde deveria estar sua língua, não havia nada.
- Cortaram sua língua, é? - Vlad constatou. - Isso me faz imaginar quem seria capaz de tal atrocidade. Mas como você não pode me contar de qualquer modo, ficará sendo só uma curiosidade. Embora eu ache que sua amiga loira saiba do que aconteceu, não estou certo?
- Se está ou não certo não é um ponto importante - Vlad ouviu a voz de Nani por detrás de si enquanto sentiu a ponta de uma lança encostar em suas costas.
Quando ele virou-se, viu Nani sorrindo, apontando sua lança para ele. No entanto, ela retirou a lança e foi sentar-se ao seu lado, olhando-o com seus profundos olhos verdes.
- Sabe, estou curiosa - falou ela, sorrindo como sempre. - Por que Iwazaru? Por que conversar com alguém que não pode falar?
- Gosto de ouvir minha própria voz, madame. Embora sua voz seja mais doce.
Ela riu.
- Muito galanteador, senhor Vlad. No entanto, sou mais velha que você. E afinal, eu não cairia nessa. Apesar de achar que desse pequeno grupo você é a pessoa mais interessante.
- Devo discordar, madame.
- Eu sei. Percebo sempre tudo. Sei que há alguém nesse grupo que você admira. Sei também que está preocupado com essa pessoa e gostaria que ela estivesse aqui agora.
- De fato, gostaria que comandante Sun estivesse aqui. Ela tem sido uma boa amiga por todo esse tempo. E realmente gosto da presença dela. Também admito que estou preocupado, embora saiba que não tenho razões. Sun voltará logo, certamente. Mesmo se acontecesse de ela encontrar uma bruxa nessa floresta, ela a derrotaria. Ou, ao ver que é impossível derrotá-la, ela conseguiria escapar.
- Uma confiança e tanto que você deposita naquela jovem. Pessoalmente, eu não me espantaria se da próxima vez que adrentassemos essa floresta, achassemos o cadáver dela perto de alguma árvore ou jogado em algum buraco.
Vlad riu e olhou nos olhos de Nani.
- Você não conhece mesmo ela. - ele falou.
Foi quando ouviram um barulho de folhas se mechendo. Nani, Vlad e Iwazaru olharam atento para o local de onde vinha o som, enquanto Drake continuou a golpear a árvore, provavelmente não percebendo nada.
Por entre as folhas das árvores, em direção ao acampamento, uma silhueta de uma pessoa grande apareceu. Dessa vez Drake também percebeu e parou com seus golpes, olhando para a direção da mata de onde vinha um homem de físico forte, um pouco maior que Drake, armadura pesada, os cabelos pretos longos, caindo em volta do rosto, e com uma espada em mãos.
Vlad rapidamente se pôs em guarda, seguido por Iwazaru. Drake ainda observava de longe e Nani, com seu habitual sorrriso, continuava sentada.
- Quem é você? - perguntou Vlad.
- Órion. Fiel guerreiro sobre as ordens de Ártemis. - ele brandiu a espada para frente.
Ouviram uma risada feminina vindo de cima das árvores e uma voz de menina falou:
- Nos encontramos então.

* * *

Sun estava sentada no chão de terra do buraco, olhando para cima, pensando em uma maneira de escapar. Yuki corria para todo lugar ao seu lado, maravilhada pela luz. Pegava formigas e apertava-as, deixando seus pedaços caírem ao chão. Algumas a mordiam. Nessas horas ela dava um pequeno grito e soltava a formiga longe.
Impaciente, Sun levantou-se e começou a andar de um lado para outro, planejando. Sabia que ninguém viria por ela. A única pessoa na equipe que ela tinha certeza que se preocupava com ela era Vlad. E ele acreditaria que ela não precisaria de ajuda. Em outras situações, realmente não precisaria. Mas agora estava em um problema diferente. Não exatamente perigoso, mas impossível de se escapar.
- Eram esses os bichos que andavam encima de mim me encomodando. - Yuki falou. - Bichos feios e pequenos. Morrem fácil. E tem gosto ruim. A voz me falou deles. Mas são mais idiotas do que pensei.
- Menina - Sun falou então. - Estou muito feliz que está nessa descoberta ao seu pequeno mundo. Mas por favor, me deixe pensar em um modo de sair daqui. Só fale se souber de algum meio para escalarmos esse buraco idiota.
- Mas por que você quer sair?
Sun suspirou. Virou-se para Yuki e ajoelhou-se em sua frente.
- Você está gostando das coisas que está vendo aqui? - ela perguntou.
Yuki concordou com a cabeça.
- Pois é. Fora desse buraco, há um mundo muito maior. Um mundo gigantesco de coisas novas para você descobrir, brincar e matar. Fazer o que quiser. Essa sua amiga voz não falou disso?
- Falou sim. Sobre um mundo grande. Ele é maior que esse buraco?
- É muito, muito, muito maior. É imenso. E você pode viver sua vida inteira nele sem ter visto nem sua metade. Você gosta dessa idéia?
Yuki concordou radiante.
- Então, você quer ir para esse mundo imenso?
- Quero! - ela concordou imediatamente.
- Então me ajude a achar um jeito de sair. Deve haver algum modo. Essa sua...voz...ou seja lá o que for. Se algo vinha mesmo aqui, deveria entrar por algum lugar.
- Ela vem por ali. - falou Yuki, apontando para um dos lados da parede. - Eu ouço ela vindo.
Sun olhou para a grande porção de terra, incrédula.
- Bom, não podemos ir por ali - falou. - Mas deve haver outro jeito. Então me ajude a encontrar e não tire minha concentração.
- Tá - Yuki declarou, decidida. - Eu vou ajudar.
E então Yuki começou a examinar cada lado do buraco enquanto Sun pensava nas alternativas que tinha, embora não tivesse encontrado nenhuma que fizesse sentido ainda.
Depois de algum tempo, as duas se cansaram. Yuki deitou-se no chão enquanto Sun escorou-se na parede de terra. Simplesmente não haviam achado nada que pudesse sugerir um modo de escapar daquele buraco. Sun baixou a cabeça desanimada.
Mas então ouviu um som de passos acima de si, na floresta, como se alguém se aproximasse. Sabendo que não podia se tratar de Vlad, ela ficou em guarda, segurando a espada cautelosa e temendo, sendo que se viesse um ataque de cima, provavelmente não poderia evitar. Levantou os olhos para cima, assim como Yuki fez, embora a menina estivesse com uma expressão menos preocupada.
Sun fez sinal para que a garota ficasse em silêncio e ela assentiu com a cabeça sorrindo, parecendo achar que aquilo era uma brincadeira. Os passos se tornavam mais próximos e Sun imaginava o que faria se alguém a atacasse ali, naquela posição desfavorável em que se achava. segurou firme na espada e esperou que os passos chegassem.
Percebeu que a pessoa já estava em frente ao buraco. Nervosa, se preparou para atacar como pudesse quando de cima viu apontar um rosto olhando para dentro. Sun relaxou a mão ao ver o rosto de Grim analisar o fundo do buraco, confuso.
- Comandante? O que você faz aí embaixo? - ele perguntou.
- O que você acha? Exploração que não é. Eu caí. - ela respondeu, embaiando a espada. - Mas, ainda bem que você apareceu. Preciso de ajuda para sair daqui.
- Sim comandante! O que devo fazer?
- Procure algo que de para usar como corda. Algo que não vá arrebentar. E jogue para mim.
- Entendido comandante!
Falando isso, ele saiu. Alguns minutos depois, um forte cipó foi baixado para dentro do buraco.
Sun ajudou Yuki a agarrar-se na corda. Ela o fez maravilhada, enquanto subia para cima, para fora do buraco onde viveu a vida inteira. Após a menina subir, Sun agarrou-se na corda e também subiu, auxiliada por Grim que a puxava de cima.
Ao sair, Sun esticou os braços para frente e os movimentou. Yuki parecia hipnotizada, observando paralisada tudo que sua visão captava. Uma borboleta que passava voando, um lagarto entre as folhas, tudo era razão para se maravilhar.
- Muito bem Grim - Sun agradeceu, olhando para ele séria. - Aprecio o que fez aqui, um bom trabalho soldado. Será recompensado quando voltarmos. Mas então, por favor, se puder nos guiar até o acampamento...
- Não posso comandante. - Grim respondeu, sem mudar sua expressão.
Sun o olhou, esperando de novo ele complementar com algo, mas Grim ficou em silêncio.
- Só nos leve para o caminho por onde veio. - Ordenou então Sun.
- Isso será impossível, comandante.
- Hã? Impossível? Como assim? - Sun perguntou confusa.
Sem mudar de expressão, de forma calma, Grim respondeu:
- Não podemos usar o caminho por onde vim para voltar. Eu não conseguia achar a comandante. Procurei algum modo de atravessar o rio, mas não encontrei, e achei que não deveria demorar muito. Então voltei até onde a comandante caiu e me atirei, esperando que a água me levasse para até onde a comandante se encontrava. E foi isso, comandante.
Depois de alguns segundos em que Sun, incrédula, olhou para Grim, ela perguntou:
- Está brincando, não?
- Não comandante.
- Você realmente foi até a parte do rio que caí e se atirou?
- Precisamente comandante.
- Isso é... - Sun colocou a mão na testa e balançou a cabeça. Mas de subito parou e voltou a olhar para o guerreiro na sua frente. - Que seja, você foi de grande ajuda aqui ainda. Provavelmente não poderia sair desse buraco sem você. Por agora, vamos continuar procurando um modo de voltarmos ao acampamento. Grim, você irá atrás, eu irei na frente, fique atento. Já tive contato com nossa inimiga.
Grim assentiu.
- Yuki - Sun chamou, não conseguindo a atenção da garota que tentava pegar uma borboleta. - Yuki! - chamou de novo, dessa vez fazendo a garota se virar. - Vamos - ela ordenou então e a menina a seguiu.

* * *

Envolto pelas sombras de uma árvore acima, um homem observou enquanto Sun, Yuki e Grim se distanciavam do buraco e adentravam a floresta. Ele analisou o rosto de Sun e sentiu a mão tremer.
- O que está sentindo? - perguntou uma voz feminina atrás de si. - Alegria? Nostalgia? Ou saudade?
- Cale-se - replicou o homem rudemente.
- Me desculpe, Tsuki - a voz feminina desculpou-se então. - Você sabe, Órion e ela já foram encontrar os outros. Ela me ordenou que observasse você. Desculpe.
- Tudo bem.
- Você está mesmo bem com tudo isso?
Tsuki olhou para as árvores no qual Sun e os outros haviam sumido momentos atrás e respondeu:
- Sim Helen. Sigo as ordens dela, é só o que me resta agora.
- Então vamos.
E então os dois sumiram em meio aos galhos.

* * *

Sun andava na frente, atenta a qualquer movimento. Atrás dela, Yuki andava saltitando, se espantando até mesmo com o som que seus pés descalços faziam na mata. Algumas horas pisava em seu cabelo longo e desequilibrava, mas logo retomava controle e continuava a andar. Grim vinha atrás, de cabeça baixa, mas com ouvidos apurados a qualquer ruído ameaçador.
- E essa criança? - ele perguntou, após algum tempo de silêncio.
- Vivia naquele buraco - Sun respondeu. - Ela me disse que viveu a vida inteira lá, aos cuidados de uma tal de voz. Sinceramente, não faz sentido. Mas não podiamos deixá-la lá.
Yuki continuava andando despreocupada, provavelmente sem perceber que falavam dela.
- Comandante, me desculpe - Grim falou repentinamente.
Mesmo espantada por aquilo tão de repente, Sun não parou. No entanto falou:
- Tudo bem Grim. Já disse que foi de grande ajuda mesmo que não possa nos levar de volta.
- Não, não é isso. Me desculpe por...antes. Se eu tivesse sido mais rápido, a comandante não teria caído.
Parando de repente e se virando para encarar Grim, Sun estatou, curiosa:
- Isso? Tudo bem, foi descuido meu também. E nenhum dos outros nem mesmo chegou a ver algo vindo. Suas habilidades são incríveis de qualquer modo. Nem mesmo Vlad pareceu perceber.
- Mesmo assim, sinto muito por não poder proteger você. - Grim mantinha a cabeça baixa.
- Tudo bem...você é estranho.
Estatando isto, Sun voltou a andar.
Após alguns minutos de silêncio, não aguentando aquilo, Sun resolveu falar com Yuki. Tentava assim descobrir um pouco mais sobre o passado da garota também.
- Yuki - ela falou, e os olhos da menina viraram-se radiantes para ela. Ela parecia apreciar ouvir seu nome. - Você realmente não sabe quem são seus pais?
- O que são pais?
- Mãe e pai. Sabe, um homem e uma mulher que a criam e cuidam de você?
- Homem e mulher que criam... - Yuki falou pensativa. E então teve uma reação de descoberta ao falar: - Então a voz é meu pai...ou minha mãe...!
- De algum modo eu acho que seria estranho uma voz ter filhos - Sun constatou.
Animada por uma nova idéia, Yuki virou a cabeça para a direção de Grim.
- Você tem pais, pessoa? - ela perguntou.
- Tenho sim - respondeu Grim, levantando a cabeça para olhá-la. - E meu nome é Grim.
- Grim! E quem são seus pais?
- Meu pai é...um verdureiro. E minha mãe é...uma mulher estranha.
- Estranha como?
- Estranha.
- Ah... - dessa vez, Yuki virou a cabeça na direção de Sun. - E você Sun? Tem pais?
- É claro. Todos tem.
- E quem são eles?
Sun refletiu um pouco, e sentiu-se triste com a lembrança.
- Bom... - ela disse. - Meu pai desapareceu algum tempo atrás.
- E sua mãe?
Nessa parte, Sun baixou o rosto e falou nervosamente:
- Ela...morreu.
- Como?
- Ela...procurou o que teve. - Sun estava impaciente.
- Por quê?
- Ora, cale a boca! - gritou Sun com raiva e levantou sua mão ao virar-se para Yuki.
No entanto, no momento que Sun desceu o braço para dar um tapa na face da menina, sentiu a mão de Grim parando-a com força.
- Comandante - ele falou calmamente. - Devo supor que você não esteja querendo machucar esta criança.
Sun o olhou com olhos furiosos, mas então, voltando a si, acalmou-se e baixou o braço e o rosto com vergonha.
- Sim - ela falou, com voz baixa. - Eu nunca faria isso. Hã...vamos descansar um pouco. Yuki deve ter cansado.
Yuki não pareceu se abalar com a reação de Sun, pois ainda estava sorrindo e assentiu com a idéia.
A idéia de descançar de Yuki no entanto era diferente. Enquanto Grim e Sun estavam sentados silênciosos no chão, Yuki corria de um lado para outro saltitando. Sun a chamou umas três vezes, mas a menina parecia nunca cansar.
No entanto, depois de correr para vários lados ela parou. Imaginando que ela havia finalmente esgotado suas energias, Sun a chamou novamente. Mas Yuki somente apontou para a direção que estava olhando e falou:
- Veja, mais pessoas.
Grim e Sun levantaram com urgencia e ficaram em guarda com suas espadas. Grim havia sido mais rápidos e já havia se adiantado para frente. Levemente, empurrou Yuki para trás, fazendo-a ir para onde Sun estava em pé. Eles eram visíveis agora. Dez corpos de pele branca, vestindo trapos e andando pelo meio das árvores. Totalmente desarmados, mas com a boca aberta. O corpo de alguns havia ferimentos abertos. Mas deles, nenhuma gosta de sangue existia.
- Grim... - sussurrou Sun.
- Sim - ele falou. - Olhe para o rosto deles comandante. Olhe para seus olhos. Olhe para o jeito como se movem. Essas pessoas já estão mortas.
- Nunca vi mortos andarem...
- Também não comandante. Mas só estou esperando uma ordem e farei com que voltem a ficar parados.
Sun analisou a situação por um momento. Mas ao ver que eles chegavam cada ver mais perto, decidiu-se:
- Vá - ela ordenou. - Acabe com todos eles.
Empunhando sua espada, Grim avançou.
Sun percebeu como suas habilidades eram bem desenvolvidas. Ele acertava um alvo com perfeita precisão e desviava ao mesmo tempo das mordidas dos estranhos seres. A cada corte que ele dava, percebia que o corpo era totalmente desprovido de sangue.
Em poucos segundos, somente um cadáver restava em pé. E Grim avançou em seu ataque, ao mesmo tempo que ouviu o grito de Sun ordenando que parasse. Mas era tarde demais, e a espada dele cortou a carne branca de uma mulher de cabelos pretos com um furo no peito.
Ele viu quando Sun passou correndo por ele e segurou o cadáver antes que este tocasse o chão. Ela ajoelhou-se e deitou o corpo morto carinhosamente em suas pernas. E passou a mão pelo cabelo preto para ver melhor aquela face branca.
- M-Mãe? - ela falou baixinho.

Degree of Vampire - 10º capítulo

Oi, eu realmente demorei para postar a continuação, em compensação espero que tenham gostado das fics dos novos membros do blog :) Só para lembrar, eu sou o Ruffy, quis mudar de nick. Gostaria de avisar que tenho boas e más notícias. A boa é que irei me concentrar mais no Degree of Vampire, mas por quê? Bem, agora é a má, irei pausar temporariamente o This is a School, se bobear até parar. Mas não se preocupem, talvez eu faça um "remake" dele. Espero que tenham gostado da notícia, agora, o capítulo que enrolei tanto para fazer.

No capítulo anterior, Shadow mostra sua verdadeira forma, surpeendendo Dark, que tinha um plano que logo se transformou na destruição da escola. E agora, o que acontecerá?

Dark vs. Shadow

Dark, desesperado, apaga a vela assoprando, mas Shadow corre numa grande velocidade em direção ao herói, não tão rápido quanto antes, mas não deixava de ser veloz. Dark se joga para o lado e corre, gritando para Natasha ir embora e não ligar para o que acontecer. Enquanto Shadow o segue, Natasha, calada, corre para a saída. Enquanto os dois vampiros lutam, Natasha pára no portão e pensa:
-Será que... eu posso ser útil ainda?
A luta de Dark e Shadow dura até a cozinha. Enquanto Dark continua usando o bastão como defesa, ele vai pensando em como se livrar da vela. Shadow segura o bastão, Dark puxa a sua arma, mas por causa do grande atrito várias faíscas são jogadas e uma acerta a vela, acendendo-o. Dark, antes de tentar apagar, olha para Shadow acendendo o fogão que logo diz:
-Essa brincadeira acaba aqui!
Uma pequena explosão acontece, que acaba jogando Dark para fora. Ele se levanta com pequenos arranhões e vê Natasha olhando-o, pergunta o que ela está fazendo alí, Natasha continua mais um tempo o olhando e logo parece ter percebido somente agora que ele tinha feito a pergunta, e responde:
-É... Eu... Queria...
Dark fica bravo e diz:
-Vá logo embora daqui! Não percebe que é perigoso!?
Shadow, que estava vendo tudo pelo local explodido, desce e a agarra, dizendo:
-Parece que você se preocupa com essa garota fraca, que tal se suicídar na minha frente e eu a solto?
Dark, nervoso, fala com uma expressão séria:
-Vocês vão continuar usando outras pessoas como refém? Eu odeio quando fazem isso, e eu nem sei se depois de me suicídar irão mesmo deixar ela viva, apesar de não me fazer diferença se eu estiver morto...
-Rápido, o seu tempo está passando!
Natasha, quase chorando, se lembra de quando criança, um pouco antes de conhecer o diretor da escola, sendo usada como refém pela primeira vez por dois garotos pois um garoto muito preocupado com os outros tinha dinheiro. O garoto entregou o dinheiro às duas crianças ladras e saiu correndo, largando a Natasha no chão. Ela olhava para o garoto suado, com uma cara vazia, que disse:
-Aquele... Era o dinheiro que eu ganhei no meu trabalho... Agora... Terei que trabalhar... Por mais um ano...
Natasha percebe que também foi usada como refém por mais outras vezes. Lágrimas caem de seus olhos e grita enquanto dá uma cotovelada na barriga de Shadow:
-Eu... Cansei das coisas acontecerem assim!
Dark:
-Não sua idiota!
Shadow:
-Cretina...!
...Sangue é espalhado pelo chão, uma cena que Dark não aguentou assistir...
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Dark corre em direção ao Shadow, preparando um ataque, Shadow corre para a sua direita e Dark continua o seguindo. Shadow fica parado até Dark tentar atacá-lo, mas Shadow segura o bastão e o herói pergunta:
-Por que não lutam normalmente ao invés de usarem outras pessoas?
Shadow continua calado e tenta atacar a barriga de Dark, ele desvia, mas um corte é feito. Os dois continuam nos mesmos movimentos enquanto Shadow pensa:
-Agora ele está apenas pensando mais no ataque e menos na defesa, isso acabará rápido.
Dark também pensa:
-Droga, eu tenho que derrotá-lo logo antes que ele invente mais algo, mas como?
Logo Natasha, que olhava para a cidade:
-Pessoas podem ter ouvido a explosão... Espero que ninguém venha...
Durante a luta, na cidade, pessoas gritavam: "O que foi aquela explosão?", "Chamem os bombeiros! A escola está pegando fogo!".
Voltando a luta, Dark tenta acertar a cabeça de Shadow, mas ele desvia pulando para trás e faz um corte no ar para jogar areia. Dark cobre os olhos com as mãos e Shadow ataca o braço, porém, o bastão que foi acertado, então Dark aproveita para acertar Shadow, que não sentiu nenhuma dor.
Natasha, que continuava deitava no chão perdendo sangue, ouviu as sirenes dos bombeiros. Ela pensou que Shadow poderia usar os bombeiros como refém também, então, ela se levanta com uma grande dor e anda em direção à entrada. No transporte dos bombeiros, dois conversavam:
-Você acha que talvez tenham sido vampiros? Hoje em dia vários acontecimentos desses dizem terem feitos por vampiros...
-Talvez, ou então um acidente dos funcionários.
-Sei não, sabe aquele incidente de uma família rica da Itália que diziam ser algo normal? Depois de alguns dias foram encontrados vestígios de uma grande batalha. Com certeza os vampiros estão tomando conta dos acontecimentos atuais.
-Verdade, deve ter sido um choque pro irmão mais velho dela...
Voltando para a escola, Natasha se encosta na parede da entrada da escola, espera cinco segundos e fecha o portão. Os bombeiros chegam, descem do transporte e correm em direção à escola. Natasha fala rouca:
-Esperem!
Os bombeiros olham para ela e um deles diz:
-Nossa, você está muito machucada! Iremos te levar a um médico...
Uma explosão é feita, surpeendendo-os. A explosão era de Dark sendo jogado à parede da escola, destruindo toda a trajetória feita. Shadow diz:
-Você está protegendo a escola, e olha só, você mesmo a destrói.
Dark se levanta e continua a luta. Na entrada, um outro bombeiro diz ao que falou com a Natasha cochichando:
-Podem ser vampiros batalhando ou coisa parecida. Essa também pode ser uma...
-Será? Ela me parece normal...
-Não se engane!
Natasha ouve a conversa e exclama:
-Olhem para mim! Um deles fez isso comigo! Se entrarem lá se machucarão também!
Os bombeiros voltam para o transporte e começam a conversar. Natasha se deita e pensa:
-Espero... Que Dark esteja bem...
Na batalha, Dark, que estava flutuando enquanto desviava dos ataques de Shadow, acerta com o bastão na nuca do adversário, mas não adiantou. Durante uma sequência de desvios ele ataca a barriga com força, mas Shadow ignora e tenta cortar o ombro direito de Dark, mas por sorte ele dá um mal jeito na perna e não é acertado, correndo para longe então. Ele pensa nesse instante:
-Essa batalha é inútil! Nada que eu faça surtirá efeito nele! E eu estou extremamente cansado...
Shadow corre em direção dele e corta parte do braço esquerdo. Dark cai no chão, Shadow coloca seu pé direito na barriga dele e prepara o golpe final. Dark, desesperado, pensa:
-Eu tenho que usar! Meu mestre não deixou eu usar cedo, mas se eu não usar eu morrerei! Dane-se! Usarei!
Nesse instante, Shadow pára o ataque que resultaria o fim e simplesmente se transforma em uma sombra e some. Dark estranha, se levanta e olha para a cidade. O nascer do Sol acontecia. Dark pensa:
-Essa foi a razão de ter desistidoMas... Ele disse que iluminação não era um problema na forma verdadeira...
Shadow, de baixo de uma árvore bem escondida, diz bem baixo:
-Você têm muita sorte mesmo... De eu ainda não estar preparado para isso...
Dark corre para a direção de uma outra entrada da escola. Um pouco depois vêm os transportes policiais. Mart e Ford descem de um dos transportes. Mart pergunta a um dos bombeiros:
-Vampiros que fizeram isso?
O bombeiro responde:
-Não temos certeza, mas a batalha que houve pareceu ter sido de vampiros.
-Ah!? Vocês viram os vampiros que estavam aqui!?
-Não, se fossemos no meio da batalha poderiamos ser mortos! Haha. Graças ao aviso daquela ga... Ué, cadê ela?
Todos olham para a parede com sangue escorrendo. Mart não liga e vai na direção de Ford. Ford, que estava no meio da destruíção, diz:
-Olha, isso foi com certeza feito por vampiros... Não parece ter sido feito por explosivos ou coisa parecida.
Ford, logo após ter dito "Esses vampiros cretinos...", vê uma coisa no chão. Mart é chamado por um policial que diz não ter achado ninguém no meio de tudo. Ford pega o que tinha visto, o diário do diretor. Ele abre na página marcada e lê o que estava escrito: "Por favor, quem achar esse diário, o guarde, pois eu não poderei. Obrigado.". Ele o esconde em baixo do uniforme e fala sozinho:
-Espero que esteja fazendo a coisa certa...
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Depois de um dia descansando e tratando as feridas, Natasha termina os preparativos para a viajem, Dark pergunta:
-Tem certeza que quer ir? Depois de ontem, não duvido que tenha outras lutas perigosas também...
Natasha pega a mala e diz sorrindo:
-Tudo bem, já que... Qualquer coisa você me protege, não?
Dark, com uma expressão séria, suspira e fala com um tom bravo:
-Não é que eu devo te proteger... É VOCÊ QUE DEVE SE PROTEGER!! E espero que não faça mais idiotices como a de ontem!
Natasha, surpeendida, pensa um pouco e se desculpa. Dark se vira e fala:
-Vamos logo, não podemos perder tempo.
-S-Sim!
-Mal posso esperar para rever meu mestre.


Fim do capítulo 10, espero que tenham gostado.