sábado, janeiro 31

Aurians, a vida. (Capítulo 2, prólogo.)

Ano: X-191


6 Anos se passaram desde o prólogo 1, Tsukyo e sua irmã, Anne, cresceram, Tsukyo com 20 anos e Anne com 21, ambos treinaram duro com seu tio, Wally, sempre vivendo com raiva de seu pai que não voltou, Hayon se expandia cada vez mais, sempre se mostrando cada vez pior...


Tsukyo: Mana, amanhã vai fazer 15 anos que nosso pai se foi...
Anne: Verdade.
Tsukyo: Eu vou achá-lo, não importa como, quero ao menos saber a razão de não ter voltado!
Anne: Mas...
Tsukyo: ...?
Anne: Nada, esquece, é bom sonhar *sorriso singelo*
Tsukyo: Sonhar alto é o primeiro passo pra superar o impossível!
Anne: Não somos mais crianças...
*Tsukyo olha pro alto*
Tsukyo: Tenho certeza que sou um Aurian, se eu conseguir despertar meu Hearto, vou trazer meu pai!


Tsukyo deitou e dormiu por um bom tempo, no outro dia de manhã cedo, ele levantou, pegou uma mala e saia de fininho, colocou a mão no peito e disse "eu quero ser livre..." então foi em direção a saída, chegando lá tinham 3 guardas fortes, pensou "se eu atacá-los, minha Hearto vai aparecer!" e foi em frente gritando.

Tsukyo: HOAAAAARRR!!! *dá um soco no guarda*
Guarda: ... Você é louco?
*Tsukyo dá vários golpes mas não surgem efeito*
Guarda: Tolo *dá um soco em Tsukyo e ele voa longe*
Tsukyo: Devo me concentrar... *respira*
*Tsukyo corre veloz na direção do guarda, roupa a lança dele e com movimentos ligeiros finca na barriga dele*
Guardas: O QUÊ!? *correm na direção dele*
Voz: Parem!

Aparece um homem com cabelos loiros, armadura bonita, roupa elegante, os guardas parecem se assustar ao vê-lo, um clima tenso rondeia o local de repente...

Estranho: Porquê fizestes isso, jovem?
Tsukyo: Eu farei o que for preciso pra sair!
Estranho: Quer arriscar sua vida mesmo?
*Tsukyo olha com raiva*

Então o homem começa a brilhar, então uma enorme lança brilhante aparece

Estranho: Esta é Luminous, a lança mais forte já vista, pode cortar aço como papel, com seus 10 metros de comprimento alcançaria você em 2 segundos, é uma das Heartos mais fortes já vistas, preparado pra senti-la fincada no peito?

*Tsukyo fica desesperado, começa a tremer e sente que chegou no ponto crítico da loucura*

Tsukyo: Você não seria capaz de matar um inocente, todos te odiariam!
Estranho: Haha, acha que pensariam o quê de você então?
Estranho: Vou contar até 3, fuja, se puder.
Tsukyo: Nunca conseguirei nada fugindo, me mate então, morrerei pelos meus princípios!
Estranho: Se assim deseja... *aponta a lança*

HYAAAAAAAAAAAAAG!!! *sangue no chão*

Aparece uma flecha no chão.

Anne: Sabia que você faria alguma besteira...
Tsukyo: ANNE! O QUE FAZ AQUI?
Anne: Estou te salvando, como sempre
Tsukyo: O que é isso em seu braço?
Anne: Sou uma Aurian, já era de se esperar meu Hearto, quando vi você aí ela apareceu, pelo que entendi é um bracelete que atira fechas
Estranho: Vadia! soldados, ataquem!!!
Anne: Deixe eles comigo, fuja!
Tsukyo: Não posso!

*Anne mata todos os soldados com facilidade*

Tsukyo: Como é forte...
Anne: Sim... AAAAAAAAHHHHH!!! *cospe sangue*
Estranho: Não se esqueça de mim, maldita Aurian desconhecida!!!
*Luminous está fincada em Anne, Tsukyo fica sem reação, e choque*

Tsukyo: MALDITO!!! (por favor Hearto, apareça!)
*Tsukyo brilha e volta com um aparelho estranho no olho*

Tsukyo: O que é isso? meu Hearto? Estou enxergando tudo estranho...

Tsukyo nota que é uma mira, ele olha pro estranho Aurian, foca sua raiva e o aparelho muda de forma.


Tsukyo: AAAAAAAH MALDITO!!! *vai em cima*

Um vulto branco vai na direção do cara e o atravessa, deixando ele com um buraco no meio.

Tsukyo: O que diabos...
Fim do prólogo 2.

terça-feira, janeiro 27

Ciganos - Capítulo 2 - Highway 61

Eric Leeds estava sentado em seu gabinete, como em qualquer outro dia. Olhava pela janela, mergulhado em seus pensamentos. Tudo estava dando certo, o plano estava seguindo seu curso naturalmente e, com exceção daqueles malditos ciganos, a população parecia não se importar com nada enquanto tivesse comida na mesa. Porém, tal tranquilidade foi interrompida pelo seu secretário batendo na porta da sala.
- Pode entrar.
O secretário entrou com a cabeça baixa, andando devagar e com postura afetada. Isso foi o suficiente para que o presidente percebesse que algo não ia bem.
- Trago más notícias, senhor presidente.
- Sim, percebi isso logo que você entrou na sala. É grave?
- Infelizmente sim, senhor.
O presidente da corporação suspirou e permaneceu alguns segundos em silêncio. Em seguida gesticulou, dando permissão ao secretário pra lhe dizer o que havia acontecido.
- Bom... Acontece que... O trem que levava o material de pesquisa ao laboratório hoje de manhã foi... Assaltado.
- Isso não me parece tão grave. - Disse o presidente. Mas logo percebeu que havia uma pequena possibilidade de aquilo ser desastroso. - A menos que... Não! Não me diga que...
- Sim, infelizmente aconteceu. Levaram a Estrela.
Leeds sentiu um arrepio. Isso era grave. Gravíssimo. Levantou-se e bateu na mesa, gritando:
- Então o que está fazendo aí parado?! Mande soldados atrás deles! Mate todos se for necessário, mas tragam a Estrela sem nenhum arranhão!
- Sim, senhor. - E saiu rapidamente da sala.
O presidente agora para a janela sem a tranquilidade de antes. Tremia e suava frio. Se alguém descobrisse sobre suas intenções, seus planos seriam completamente arruinados.

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- Qual é mesmo o seu nome?
- Ford. Angus Ford.
- Não é um nome muito comum.
- É, eu sei. Mas eu gosto, é diferente. Além do mais, Yordana não é exatamente um nome comum.
- É... Tem razão.
Os dois já estavam caminhando há alguas horas à beira da estrada e o sol já estava começando a baixar. De repente ouviu-se um som agudo vindo de um aparelho que Yordana carregava no cinto. Ela então parou para checar o aparelho.
- Ora, parece que vai levar menos tempo do que imaginávamos.
- Como assim?
- Bom, pode-se dizer que o QG está vindo até nós.
- Como assim?!
- Ora, você acha que um grupo revolucionário como o nosso ia durar tanto tempo com uma base fixa? Bom, é melhor você ver com seus próprios olhos. Vamos continuar andando.
Naquele momento Angus começou a pensar em como sua vida simplesmente virou de cabeça para baixo em poucas horas. Até pouco tempo atrás ele era apenas uma pessoa comum em mais um dia comum, e de repente. Seu irmão foi levado embora e agora ele estava envolvido com uma revolucionária e uma criança misteriosa. Agora não havia mais volta. Tudo que lhe restava era caminhar pelo deserto em direção ao destino desconhecido.
De repente seu pensamento foi interrompido pelo barulho de motores vindo de alguns quilômetros adiante na estrada. Era um grupo de motoqueiros que se aproximava.
- Droga! - Disse Yordana - Todos esses motoqueiros andando juntos, boa coisa não é.
Dito e feito. Quando chegaram mais perto eles rapidamente foram na direção dos três e os cercaram. Cerca de dez deles. Yordana gritou:
- O que vocês querem?!
Um deles desceu da moto, se adiantou e falou:
- O chefe vai pagar uma grana preta pra gente levar essa garotinha pra ele. É só você deixar a gente levar que ninguém se machuca.
- Não! Não posso deixar vocês levarem ela!
- Bom, nesse caso, infelizmente alguém vai se machucar.
Angus reparou que todos eles estavam armados com bastões de baseball, canos de ferro, facas e coisas do tipo. Ele e Yordana não teriam chance lutando sozinhos. Todos eles desceram das motos, e começaram a caminhar em direção a eles. Por mais que Angus pensasse numa forma de lutar e olhasse para todas as direções, não havia como escapar... Seria esse o fim?
De repente eles sentiram um leve tremor no chão. Começou fraco, mas logo já estava forte o suficiente para que alguns se desequilibrassem. Angus não sabia o que pensar quando uma escavadeira gigante saiu da terra a poucos metros do lugar onde eles estavam. Yordana riu e falou:
- Bom, já não era sem tempo.
O veículo era enorme. De onde estavam Angus calculou que devia ter cerca de dez metros de altura e talvez trinta de comprimento. Uma abertura apareceu na lateral e de lá saltaram duas pessoas: Uma mulher que aparentava ter quase a memsa idade que Yordana e um homem de mais de dois metros de altura, que gritou:
- Desculpe a demora!
- Sem problema, ainda estamos vivos, afinal!
Dois motoqueiros foram correndo na direção do homem, que os derrubou facilmente com apenas uma investida, deixando-os atordoados no chão. Mais dois partiram na direção da mulher, que desviou-se dos ataques facilmente e fez um deles acertar o outro na cabeça, e imediatamente deu uma joelhada na boca do estômago do segundo. Antes de Angus entender totalmente o que estava acontecendo nove dos dez motoqueiros já estavam caídos no chão. O homem segurou o décimo pela camisa e falou:
- Seja lá quem mandou vocês, diga para ele nunca mais entrar no caminho dos Ciganos, entendeu?
O homem, sem fala, apenas fez que sim com a cabeça, subiu na moto e fugiu, apavorado. Yordana suspirou, aliviada.
- Obrigada. Não sei o que seria de mim sem vocês.
- Ora, é pra isso que servem os amigos, não? - Disse a mulher - Bom, vamos voltar pro QG, está um calor dos infernos aqui.
Quanto mais se aproximava do enorme veículo, mais impressionado Angus ficava. Era uma espécie de mistura de escavadeira com tanque de guerra. Além das aberturas laterais, havia uma porta frontal que, quando aberta, formava uma rampa e dava acesso a uma garagem, onde haviam dois jeeps e três motocicletas. Nos fundos da garagem havia uma porta. Yordana adiantou-se e abriu. Virou-se para Angus e disse:
- Seja bem-vindo ao nosso QG.
Quando Angus entrou pela porta ficou sem palavras. Se ele não tivesse visto o veículo por fora diria que aquilo era algum edifício. A sala era enorme, Com várias portas nas paredes, onde estavam escritas coisas como "Enfermaria" ou "Oficina". Além disso, olhando pra cima, Angus viu que ainda havia outro andar, com uma espécie de varanda virada para dentro daquela sala. No centro da sala havia uma mesa verde, provavelmente era a sala de reuiniões. Logo uma mulher negra que aparentava cerca de 40 anos se aproximou de Yordana, falou alguma coisa com ela e foi em direção à criança.
- Olá menininha, como vai você? Eu sou a Dra. Annie, prazer em conhecer.
A garota, no entanto, não respondeu. Yordana disse:
- Eu já tentei de tudo mas essa garota não disse uma palavra até agora. Tenho medo do que possam ter feito com ela.
- Vou levá-la até a enfermaria. Quando descobrir alguma coisa eu aviso vocês.
- Certo. A propósito, esse é Angus, ele vai se juntar a nós. Estou indo apresentá-lo ao General.
Annie olhou para Angus e disse:
- O General pode parecer um pouco excêntrico, mas ele é um bom homem, não precisa ter medo.
Yordana pediu a Angus que a seguisse e subiu as escadas e foi até uma porta que ficava oposta à entrada frontal do veículo e bateu três vezes. Uma voz rouca disse:
- Pode entrar.
Yordana abriu a porta. A sala era relativamente pequena, sem decoração e com uma grande janela de vidro fumê no fundo. Perto dela havia uma mesa e um homem em pé ao lado dela. Quando viu a aparência do homem, Angus logo entendeu o motivo de a Dra. Annie ter dito aquilo. Aquele homem parecia ter saído de algum livro de história. Usava uma camisa vermelha de pano velho amarrada com cordões perto do pescoço, um colete sem mangas preto, uma calça larga e botas pretas, e na cabeça uma bandana vermelha. Além disso seu rosto era coberto por uma barba branca e usava dois grandes brincos de argola dourados. Yordana virou-se para Angus e disse:
- Angus, esse é o General Klaus, o líder de todo o nosso grupo. - Em seguida virou-se para Klaus - Esse garoto se uniu a nós para resgatar o irmão mais novo, que foi levado pela Leeds.
Klaus foi até Angus e o comprimentou.
- Seja bem-vindo, garoto. Qualquer um que esteja disposto a nos ajudar em nossa causa já pode se considerar um de nós.
O choque inicial de Angus ao ver aquele homem logo foi substituido por uma sensação de segurança transmitida pelo sorriso sincero e as palavras firmes do General. De repente ouviu-se uma voz chamando do andar inferior:
- Venham todos até a sala de reuniões para que Yordana explique o que descobriu em sua missão.
Todos desceram e se posicionaram em volta da mesa, menos a Dra. Annie, que ainda estava na enfermaria com a garota. Finalmente chegou a hora de Angus saber quem era aquela garota e por que ela estava com Yordana.

(Continua.)

sexta-feira, janeiro 23

Hope woods - links

Aqui ficarão os links da fic : Hope woods

Capítulo I - Capítulo II

quinta-feira, janeiro 22

Hope Woods - Capítulo I - A Caça à Bruxa

Bom, sou Gerson Carneiro de Souza, 19 anos. Gosto de fazer histórias e enfim...resolvi então fazer essa para esse blog.


Hope Woods se trata primeiramente sobre uma floresta perto de um reino onde surgem rumores da existência de uma bruxa. Preocupado, o rei manda um grupo de 6 pessoas para destruir investigar e eliminar a ameaça. No entanto, enquanto em missão, os 6 descobrirão coisas sobre seus passados, o passado de seus inimigos e do próprio reino que poderão mudar o rumo da missão.
Enfim...é isso.


Hope Woods

Capítulo I - A Caça à Bruxa

Há um reino chamado Kahn. Esse reino, estando sobre o comando do Imperador Atolic, era uma nação isolada do resto do mundo. Tratava negócios com outros reinos raramente, e produzia tudo para seu sustento próprio. Era bloqueado ao norte por uma imensa montanha que ninguém nunca teve coragem de tentar se aventurar. Ao oeste e ao sul era rodeado por um largo rio de nome Atlantis cuja correnteza tornava impossível para qualquer um atravessar, e cujas pontes eram constantemente vigiadas por guardas reais. Sendo assim, aqueles que eram condenados por seus crimes com pena de morte em Kahn e se aventuravam a fugir da prisão e escapar, só tinham um caminho para o qual correr: Hope Woods. Esta era uma floresta que ficava ao leste. Embora fosse a única esperança para os prisioneiros que se aventuravam a procurar outras terras, o imperador nunca mandou soldados para vigiá-la. Isso porque nunca ninguém havia encontrado outra saída de Hope Woods. A floresta era absurdamente extensa e todos que nela entravam para achar seu outro lado acabavam com duas opções: encontrar a morte dentro dela ou voltar depois de semanas para Kahn para lá ser executado.
Mas recentemente, Imperador Atolic começou a demonstrar preocupações com Hope Woods, a partir do momento em que rumores de uma bruxa ser vista no interior dela começaram a aparecer. Com isso, foi montado um pequeno grupo de seis guerreiros para entrar na floresta e eliminar a ameaça.
Após andar por um dia até chegar a Hope Woods e mais meio dia até achar um local plano, seguro e não muito longe da entrada e do rio, a comandante do grupo ordenou que armassem acampamento...

* * *

A menina abriu os olhos e a escuridão de sempre cobriu sua visão. Levantou a mão mas ainda não havia nada para segurar a não ser terra. Tentou ouvir a voz mas ela ainda não estava lá. Ficou então imóvel para viver mais um dia na escuridão.

* * *

As seis tendas do acampamento estavam erguidas e o sol estava quase se pondo. Um dos guerreiros, com cabelos longos e castanhos presos com uma pequena fita preta, os olhos castanhos claros, vestindo um longo manto preto e a bainha com a espada escondida atrás dele, estava sentado em um tronco de árvore caído, acabando de acender uma fogueira.
Do lado esquerdo dele estava sentado um guerreiro vestindo uma armadura leve cinza, com os cabelos pretos desarrumados e olhando para o chão, sentado enquanto se apoia em sua espada cravada no chão à sua frente.
E do outro lado um guerreiro de cabelos loiros e olhos castanhos, vestindo uma armadura pesada prateada, olhando para frente com um rosto sem expressão.
De uma das tendas saiu um guerreiro de físico forte, com cabelos castanhos, vestindo uma pesada armadura preta e carregando nas costas um escudo e uma espada.
Chegando, se sentou no tronco em frente do guerreiro de cabelos longos e soltou um demorado suspiro.
- Ahhhhhh! - ele falou. - Não acredito que finalmente vou conseguir descansar. Dá para imaginar? Andar por um dia e meio e depois ainda ser ordenado a montar uma tenda?
Ninguém falou nada, fazendo ele continuar:
- Mas isso não é problema. Quero dizer, somos soldados, não? É para isso que fomos treinados. Mas ainda, tem algo que me irrita mais. Receber ordens de uma mulher. Nunca pensei que teria de me sujeitar a isso. Ainda mais uma garota como ela. O que vocês acham?
O único a falar algo foi o guerreiro com o manto preto, que sorrindo, comentou:
- Não acho um problema. Afinal, ela é habilidosa, sabe comandar, é forte, além de ser bonita. Pessoalmente, me sinto confiante com uma comandante como ela.
- Bom, eu não me sinto assim... - ele se inclinou para frente. - Quero dizer, já não me casei para não ter uma mulher mandando e mim. E...sei lá...não foi para isso que me tornei soldado. Não sei se conseguirei levar a sério ordens de uma menina. Sinceramente, não acho que ela irá durar muito...
- É melhor falar mais baixo - uma voz feminina falou por trás dele.
Assustado, ele se virou rapidamente. Mas a mulher atrás dele não era a comandante. Era uma mulher loira, com os cabelos armados em uma trança e rosto gentil com olhos verdes. Ela vestia uma espécie de vestido branco, longo, dos ombros até os pés. Carregava na mão uma lança.
Ela deu uma risada ao ver o susto que havia dado.
- Se a comandante escuta você, creio que terá problemas - ela falou. - Ela parece ser uma mulher muito fria e provavelmente cruel. Bom, não sei. Talvez aplique castigos como pendurar encima de uma árvore e deixar que os ursos venham lhe devorar a carne. Espero sinceramente que você não seja ouvido. Não gosto de perder companheiros...assim tão rápido. - ela sorriu de novo, de um modo que pareceu cruel.
Deixando isso de lado, ela postou-se ao lado deles na fogueira. Ficou a ver o fogo queimar enquanto todos ainda estavam em silêncio. Até o guerreiro com o escudo havia ficado quieto, parecendo desconcentrado com algo.
Finalmente, de uma das tendas do fundo, saiu a última guerreira. A comandante do grupo tinha cabelos longos, pretos e ondulados. Carregava uma espada embaiada na cintura e vestia uma armadura leve azulada. Os olhos castanhos escuros eram frios.
Ela chegou perto do grupo, fazendo com que todos se levantassem e formassem uma linha na frente dela sem que ela precisasse ordenar nada. Passando por cada um e analizando-os, ela finalmente parou no meio deles e preparou-se para falar.
- Me chamo Sun Lune e tenho vinte e dois anos, como já devem ter sido informados - ela começou a falar, em tom alto. - Estarei no comando dessa missão e espero que cheguemos ao sucesso dela. Mas para isso, gostaria de saber exatamente com quem estou trabalhando. Sei que vossa majestade já me falou seus nomes, mas pedirei que se apresentem novamente. Bom...primeiramente...você. - ela apontou para o homem que falava dela antes.
- Meu nome é Drake Fargo senhora comandante! - ele falou, alto e nervoso, mantendo-se reto.
- Pois bem... - ela disse, indiferente. - Idade.
- Trinta e dois anos, senhora comandante!
- Corte o senhora, por favor... - ela pôs a mão na cabeça. - Enfim, tem experiência em batalhas?
- Estive em uma guerra senh...hã...comandante. Já estive em uma guerra antes.
- Ah, lutou na guerra?
- Não s...comandante. Eu...hã...eu não fui chamado. Mas eu tive o treinamento, comandante!
- Como? Quer dizer que é um novato?
- É..bom, de certa forma...
Sun suspirou. Fez sinal para que Drake se calasse e olhou para o próximo. O homem de cabelos pretos desarrumados.
- Pois bem, você. Nome.
- Grim Grave.
- Idade.
- Vinte e sete.
- Experiência.
- Sou um guarda do palácio.
- E...?
- Só, comandante.
Ela parou para algum momento, observando o rosto impassível de Grim.
- Bom, pelo menos, quem treinou você?
- Meu pai.
- E o que seu pai faz?
- Verdureiro.
Ela parou por alguns segundos e perguntou novamente:
- Quê?
- Ele vende verduras comandante.
Ela olhou-o esperando que ele dissesse que era uma brincadeira. O rosto de Grim porém continuou do mesmo modo que antes, fazendo-a desistir e passar para o próximo. O homem com o cabelo preso.
- Sei que isso vai parecer estranho, mas...pode se apresentar?
- Vlad Tempire, cara comandante. Vinte e Sete anos. Seu velho amigo a seu serviço. - fez uma mesura.
Sun baixou a cabeça e a balançou.
- Ok, ok - falou, impaciente. - Que seja. Agora o próximo é...você. - apontou para o homem de cabelos loiros.- Começamos por seu nome.
Ele nada falou.
- Idade?
Silêncio.
- Ah, comandante - a mulher loira ao lado dele falou. - Ele não fala.
- O quê? Espera, mas...isso é verdade?
Ele acenou a cabeça positivamente.
- Bom, você sabe escrever pelo menos?
Ele abanou negativamente. Sun suspirou e murmurou:
- Gostaria de pelo menos conseguir um nome.
- O nome dele é Iwazaru comandante. - respondeu a mulher de trança loira, sorrindo.
- Você o conhece?
- Mais ou menos.
- Bom, e quanto a você. Seu nome.
- Nani, comandante. Tenho trinta e cinco anos. Seria a mais velha daqui, mas Iwazaru tem trinta e sete.
- E sua experiência.
- Eu era guardiã de uma criança, comandante.
- Guardiã de uma criança? Como uma babá?
- É, comandante - ela sorriu. - Mas era uma criança problemática.
- E onde está a criança agora?
- Morta, comandante.
Sun parou. Olhou de novo para os membros de sua equipe.Baixou a cabeça e murmurou:
- O que sua majestade estava pensando?
- Comandante, importa-se se eu perguntar uma coisa? - Nani falou.
Sun a examinou e então ordenou:
- Fale.
- Espero que não me leve a mal, mas...A comandante não fica nervosa sendo a mais nova da equipe? - ela falou, sorrindo. Um sorriso vil.
- Não. - Sun respondeu firmemente. - Mas que bom que tocou nesse assunto. Perguntarei agora, e se ficarem calados, não vou tolerar reclamações futuramente. E podem responder sinceramente. Nesse momento, não haverá consequência. Algum de vocês tem algum problema com o fato de eu ser mais nova? Ou de eu ser uma mulher? - olhou para Drake na última pergunta.
Todos ficaram calados por alguns segundos. Drake pareceu estar tentando falar algo, reclamar. Mas parecia nervoso ou com medo. Percebendo isto, Sun dirigiu-se até ele e parou na sua frente. Encarou-o com olhos frios.
- Algum problema, Drake?
- N...n...não comandante.
- Ótimo então - falou se afastando de novo. - Sendo assim, não aceitarei reclamações desse tipo futuramente. Estou supondo que todos estão satisfeitos. Descansem por hoje, durmam. Amanhã nós sairemos para fazer um reconhecimento da área. Ficarei de guarda essa noite. Sintam-se livres para fazer o que quiserem, a partir de agora.
No que Sun terminou de falar, todos sairam de sua posição, enquanto ela retornava para a tenda. Uma vez lá dentro, ela tirou uma pequena caixa de metal de uma das sacolas que trouxe e ficou olhando, até ser interrompida por alguém que chamou de fora da tenda.
- Posso entrar comandante? - ouviu-se a voz de Vlad.
- Claro Vlad. E por favor, me chame de Sun como sempre.
- Mas você é a comandante - ele entrou e sentou-se na frente dela. - Não acho que seria apropriado chamá-la por seu nome, mesmo que nos conheçamos.
- Que seja. O que quer, Vlad? - ela falou impaciente.
- Comandante, vai mesmo ficar a noite toda acordada?
- Algum problema com isso?
- Não é isso. Mas se quiser que eu a ajude, ou fique para você.
- Tem medo que eu durma durante a noite, Vlad?
- Não, comandante. De modo algum. Mas você está provavelmente muito cansada. Andamos demais e...
- Vlad, estarei melhor acordada. Amanhã faremos um esquema para a vigia. Eu ficarei sozinha esta noite. Acredite, não estou com sono.
- Tudo bem, comandante. Só prezo por seu bem.
- Eu sei, Vlad. Agora me deixe sozinha por favor.

* * *

Durante a noite, Sun sentou-se na frente das tendas e pegou a pequena caixa de metal na mão. Segurou-a firme, abandonando a espada, cravada na terra. A lua no céu iluminava bem a floresta e ela podia ficar atenta a qualquer movimento. Inclinou a cabeça para baixo, sempre mantendo os olhos na pequena caixa.
- Pai. Se você estivesse aqui, ficaria orgulhoso de mim? Ou será que me criticaria? Afinal, onde você está? Eu queria te ver, queria que você me visse como comandante. Eu segui o que você sempre acreditou, a lealdade com nossa majestade. Pai, onde está você?
Ela limpou uma lágrima que escorria por seu rosto e olhou para o céu.
- Tsuki. Onde você está?
Outra lágrima molhou a terra abaixo de Sun.

* * *

Quando todos levantaram, Sun já tinha matado um coelho na floresta para comerem antes de partir. Após todos terminarem, e Drake reclamar da carne não estar bem assada, Sun os organizou para então adrentar a floresta.
Ela foi na frente, seguida por Drake e Nina, depois seguiam Grim e Iwazaru, seguidos por Vlad. Nessa formação, andavam ao comando de Sun, que passava por árvores cuidando atentamente os lados, esperando ver seu alvo, a bruxa. Ela não sabia como ela era, por isso ficava atenta a qualquer barulho que escutava. No caminho acabou matando cinco coelhos. Um urso que tentou atacá-la e foi cortado ao meio por Drake. Nina só observou a tudo sorrindo.
Depois de algum tempo andando e analisando as áreas, o grupo parou para descansar. Sun começou a passar um pote de água que havia pegado da parte do rio perto do acampamento para todos. Quando passou para Nina falou:
- Obrigada pela ajuda lá atrás.
- Não há de que comandante - ela bebeu um gole e então retornou. - Na verdade, acreditei em sua habilidade. De que eu não seria necessaria.
- Se você for mais rápida e impedir ferimentos desnecessários, eu não acharia um incomodo.
- Não queria interferir até saber como você luta.
- Era um urso, eu não ia lutar contra ele.
- Eu o matei comandante - Drake falou orgulhoso.
- E você quer o que? - Sun retrucou. - Todos vocês. - ela levantou. - Não estão aqui para ganhar prêmios nem gratidão. E sim para fazer seu trabalho. Se alguém reconhecerá isso depois, será sua majestade. Mas se não fizerem o que for possível. Se não fizerem tudo o que podem. Não podem se considerar soldados fiéis de Kahn e serão mandados de volta ou eu mesmo os mato aqui.
- Comandante - falou Vlad, levantando. - o som da água.
- Sim, estivemos seguindo o Rio Atlantis, então...
- Sim, eu sei. Mas esse som...está muito longe.
Sun levantou-se e foi até onde o local de onde o som vinha. Os outros a seguiram. Ela chegou perto da margem que deveria ser a margem direita do rio mas não o achou. Chegou mais perto e olhou para baixo visualizando um penhasco que levava para o rio muito abaixo.
- Subimos muito, nem percebi - Vlad estatou.
- Droga! - praguejou Sun. - Calculei mal. Havia mais subida do que pensei.
- No que isso muda? - perguntou Drake indiferente.
- Idiota! - Sun virou-se para ele quando gritou. - Precisamos de todos os detalhes. Estamos enfrentando uma provavel bruxa aqui. Essa batalha será provavelmente muito imprevisivel. Se vocês não entendem a gravidade da situação...
- Comandante! - Grim gritou de repente.
Ele jogou a espada que carregava no chão mas pareceu ter errado o alvo porque olhou preocupado para onde o alvo provavelmente se dirigia.
Ninguém viu nem sabia no que ele havia mirado até uma serpente saltar do mato alto e pular na direção de Sun. Ela tentou cortá-la com a espada mas desequilibrou-se e caiu para trás, caindo do penhasco em direção ao rio. Todos correram para olhar só para ver que ela já havia sido levada pela água.
- Comandante! - gritou Drake. - Comandante Sun!
- Cale a boca - ordenou Vlad. - Ela se foi. Levada pelo rio.
- Ela morreu? - perguntou Nina, ainda sorrindo.
- Não mesmo. - Vlad discordou. - Sun está viva com certeza. - ele também sorriu. - Seria preciso mais do que uma queda para acabar com aquela garota. Vamos continuar fazendo o que podemos até que ela volte.
Grim caminhou até onde havia atirado sua espada e a retirou da terra.
- Esperá-la voltar? - ele perguntou. - Não vamos procurá-la?
- Aquela garota provavelmente terá mais chances de sobreviver do que nós se formos buscá-la. Acredite em mim, eu a conheço. Ela está bem.
Grim embaiou a espada nas costas e começou a andar para dentro da floresta.
- Eu vou atrás dela. Vocês podem voltar ao que estavam fazendo.
- Se você quiser, pode ir. Não sou um comandante e não serei eu a dar ordens. - Vlad falou e deu um passo à frente. - Saiba, porém, que isso não foi sua culpa.
Grim parou por um segundo e então, sem falar nada ou fazer algum gesto, seguiu em frente, adentrando a floresta.

* * *

Sun conseguiu segurar-se em uma rocha no caminho e encaminhou-se para a margem esquerda do rio. Com dificuldade, conseguiu deitar-se sobre o mato molhado. Ficou algum tempo deitada ofegando e olhando para o céu.
"Droga." pensou. "Isso sim foi descuido"
Ela levantou e olhou para os lados. Segurou o cabelo molhado e tirou dele o máximo de água que conseguia. Olhou para o outro lado do rio. Para retornar ao acampamento, precisaria atravessá-lo. Olhou para a correnteza violenta que a empurraria para frente se entrasse nele. Vendo não haver outra solução, decidiu aventurar-se a achar um caminho pela floresta.
Tentou encontrar algo que lhe desse idéia de como atravessar para o outro lado do rio. Porém, quanto mais pensava na possibilidade, mais impossível parecia. Depois de tanto andar, decidiu-se por descansar um tempo sentada ao pé de uma árvore. Já havia andado bastante, sempre cuidando para não se afastar demais do rio.
Pegou um pote que havia enchido de água e a bebeu. Sentiu uma pancada na cabeça e olhou para o chão no exato momento que uma maçã rolava. Ouviu uma risada feminina acima de si.
Levantou-se e olhou para o alto da árvore. Sentada sobre um dos galhos estava uma jovem garota de cabelos vermelhos e lisos muito compridos, tanto que colocados para frente, da maneira que estava, alcançavam seus pés. Ela tinha olhos muito escuros, com um brilho sobrenatural. Vestia-se com um vestido vermelho que cobria de seus ombros até onde começam os pés. Acima de si uma serpente, que Sun constatou parecer a mesma que havia provocado sua queda, se enrolava em alguns galhos enquanto observava quietamente para baixo.
- Você! - gritou Sun, se pondo em guarda com sua espada. - Você é a bruxa!
- Ora... - a voz de cima desceu até Sun, melodiosa. - Uma bruxa? Eu? Que rude!
Sun empunhou mais fortemente a espada e cerrou os dentes.
- Oh, entendi. Essa foi a ordem de sua majestade, não? Destrua a bruxa. Ah, ele nunca aprende. Mas sim, creio que sou bruxa de certo modo.
Ela desceu da árvore, deixando a serpente sozinha lá encima. Ao chegar mais perto, Sun percebeu que era uma jovem com aparentemente uns quinze anos.
A bruxa aproximou-se da comandante e tocou-lhe uma mecha de cabelo, fazendo-a recuar com pressa. Ela deu uma leve risada e continuou a falar.
- Medo? Bom, eu entendo de certa forma. - jogou os longos cabelos para trás do corpo. Deu uma mordida em uma maçã que tinha na mão. - Mas sabe, comandante Sun, não quero lutar com você agora. Para falar a verdade, estou interessada em saber como você luta e se poderia usar isso a meu favor. Também tenho interesse em alguns membros de sua equipe. Então, por favor, não morra até que eu a venha encontrar novamente.
Após uma brisa forte que fez com que Sun protegesse os olhos, a bruxa desapareceu. Olhando para cima, a comandante percebeu que a serpente também havia sumido. No entanto, não relaxou. Começou a andar pelas árvores novamente com um cuidado para com cada barulho que ouvia. Embora tivesse achado ser sincero o que a garota de cabelos vermelhos falou.
Após duas horas de caminhada, Sun novamente sentiu-se cansada. Sentou-se encostada a uma árvore e novamente começou a tomar água. Foi quando ouviu barulhos que pareciam vir debaixo da terra.
Curiosa, ela começou a identificar de onde vinham os ruídos. Tocando levemente com a espada ela seguiu o som e acabou achando um local onde a terra parecia estar mais macia e parecia oca. Encostou a cabeça no chão e tentou escutar melhor. Para sua surpresa, ouviu uma voz de criança que parecia cantarolar.
- Oi! - gritou Sun se sentindo uma idiota. No entanto, após alguns segundos chegou a resposta de uma voz infantil.
- Oi?
Espantada por imaginar que alguém poderia viver embaixo da terra, Sun ficou algum tempo sem ação. Pensou que poderia ser um truque da bruxa. No entanto, sua curiosidade venceu por fim.
- Você está mesmo aí? - ela perguntou.
- Aí onde?
- Embaixo da terra.
- Que terra?
Confusa, Sun levantou-se.
- Espera um pouco! - ela gritou.
Então, planejou cavar um buraco usando sua espada para descobrir quem estava lá dentro. No entanto, com só um golpe da espada no chão, a terra cedeu e ela desabou junto...

terça-feira, janeiro 20

Aurians, a vida. (Capítulo 1, prólogo.)

Oi, eu sou Killua, novo escritor o blog, tenho 15 anos, e irei fazer a fic "Aurians, a vida", bom, nunca escrevi fic nem nada, então espero que gostem.

Prólogo, Capitulo 1.


Ano: X-185
Planeta: Terra
País: Daykan
Cidade: Vila de Kazuo

Aurians, seres que ultrapassam as fronteiras humanas, seres que são humanos e não são ao mesmo tempo, odiados no passado e normais no presente, Aurians são humanos que nasceram com o dom de sumonar um Hearto,uma arma criada pela sincronia "coração + mente + aura(energia)" não se sabe muito sobre eles, mas se sabe que 1 a cada 5 humanos são um Aurian, normalmente eles vivem como humanos disfarçando sua identidade.
Vila de Kazuo, uma vila pequena, onde todos vivem pacificamente, tem bastantes recursos fornecidos pelo governo, a única diferença é que por ser uma vila protegida pela Hayon Company, nenhuma pessoa pode sair sem permissão do governo, desde que a Hayon foi criada, o numero de cidades "protegidas" aumentou, ela se instala e põe ordens, em troca protege a cidade e fornece recursos, o nome Kazuo vem de Kobayashi Kazuo, homem que fundou a vila.
É aqui que a história começa...

Garoto: Mana... hoje tive um sonho estranho...
Garota: Como foi?
Garoto: Não me lembro bem, mas no meu sonho éramos livres
Garota: Livres?
Garoto: Sim, no meu sonho não existiam guardas, nem muros cercando a cidade
Garota: Seria bom assim...
Garoto: Mana...
Garota: Oi...
Garoto: Meu sonho... parecia tão real...
Garoto: Um dia irei realizá-lo!

O garoto subiu no telhado de casa, olhou ao horizonte e disse
Garoto: Mana! um dia realizaremos nossos sonhos! pela minha vida!

A garota ficou meio espantada, deu um sorriso e olhou o pôr-do-sol com ele.

No outro dia, ele foi ao mestre da vila, um velho sábio que ensinava as crianças sobre mistérios da vida.

Garoto: Tio, me explique sobre os Aurians.
O velho sentou ao lado do menino e explicou tudo o que sabemos.
Velho: Porquê a curiosidade, jovem?
Garoto: Meu pai foi um Aurian, achei que talvez eu possa ser um.
Velho: É meio difícil saber assim, se você for um, sua Hearto aparecerá quando for a hora, mesmo que seja no seu ultimo instante de vida.
Garoto: Obrigado, tio, você tem sonhos?
Velho: Não tenho idade pra sonhar *risada baixa* eu quero apenas ficar aqui nessa cidade que amo, ensinando e vendo crianças como você crescerem... e você jovem? Quais seus sonhos?
Garoto: Quero ser livre.
Velho: Mas por quê? Essa cidade tem tudo o que você precisa.
Garoto: Não tudo, quero ver o mundo, quero sentir brisas de outros lugares, quero ser livre! E... quero achar meu pai.
Velho: O quê aconteceu com ele?
Garoto: Ele ficou com uma doença rara, que nenhum médico do país sabia curar, então ele saiu pelo mundo afora buscando a cura, isso antes da Hayon chegar.
Velho: Entendo... antes de ir, poderia me dizer seu nome?
Garoto: Eu sou Tsukyo, Kobayashi Tsukyo!
Velho: he he he he...

Fim do prólogo 1.

segunda-feira, janeiro 19

Ciganos - Capítulo 1 - Desert Rose.

Olá, leitores do Fanfictions Place! Meu nome é Matheus e estarei também escrevendo uma fic para o blog. Antes vou falar um pouco sobre mim. Tenho 15 anos, e sou apaixonado por Rock. Nas minhas histórias uso várias referências ao universo Rock'n'Roll, seja nos nomes dos capítulos, falas de personagens, nomes de lugares ou pessoas. (Consegue adivinhar de onde vieram os nomes dos dois irmãos da minha fic?), e tenho preferência por temas modernos ou contemporâneos, como armas de fogo, industrialização, veículos motorizados, etc.. Então, sem mais demoras, apresento a vocês o primeiro capítulo da minha primeira fic: "Ciganos."

Ciganos - Capítulo 1 - Desert Rose.

O sol forte do meio dia pairava pela cabeça dos transeuntes das ruas daquela cidade. O céu dos subúrbios da Zona Franca da AIA (Área de Indústria e Armazenamento) 22 era de um azul acinzentado, e desbotava para um cinza azulado à medida que se aproximava do núcleo das fábricas, maior parte delas da grande rede Leeds Corp., que monopolizava os mercados de alimentos industrializados, produtos farmacêuticos e cosméticos. E pelas ruas desse subúrbio superlotado e sujo, o garoto Angus, de 16 anos, caminhava pelas ruas do distrito comercial, comprando o básico para a sobrevivência dele e de seu irmão Malcolm, de 13 anos.
Angus entrou num restaurante cheio e sentou-se na única mesa vazia. Enquanto aguardava ser atendido pelo garçom, ele reparou em uma mulher que estava entrando no restaurante. Ela usava uma espécie de sobretudo amarelado aberto e sem mangas, calças com estampa militar, botas, uma blusa preta e luvas sem dedos. Para completar o aspecto misterioso, usava um capuz na cabeça e um pano cobria o rosto do nariz até o pescoço. Junto dela entrou uma criança, usando um vestido preto e um capuz semelhante ao da mulher. As duas se dirigiram para a mesa onde Angus estava, pois era a única com cadeiras vazias.
- Desculpe-me, podemos nos sentar aqui?
- Sim, sem problemas.
As duas sentaram nas cadeiras do outro lado da mesa, de forma que ficaram de costas para a entrada. Pouco tempo depois Entraram dois homens fardados, armados e com máscaras de gás. Policiais. Um deles dirigiu-se até o balcão e falou alguma coisa com o dono do lugar enquanto os outros olhavam em volta. De repente, um deles fixou o olhar na mesa onde Angus se sentava, e foi caminhando lentamente até lá. Ele estava prestes a tocar o ombro da mulher quando ela subitamente levantou-se, chutou a arma do policial, sacou duas pistolas e disparou três vezes contra ele. As pessoas saíram correndo do restaurante e o outro policial preparo-se para atirar. Ela virou-se para Angus e gritou:
- Abaixe-se!
Angus viu que não tinha muita escolha e obedeceu, enquanto a mulher e a garota foram para seu lado da mesa e a derrubaram no chão, para se proteger dos tiros do soldado.
- Me desculpe por te envolver nisso - Disse a mulher. - Espero que saiba usar uma arma. - E entregou uma de suas pistolas para Angus.
Angus estava assustado demais para pensar, então limitou-se a obedecer a mulher misteriosa. Assim que o homem parou de atirar ele inclinou-se pra fora do escudo e acertou dois tiros na perna esquerda dele. Os três rapidamente correram para fora do restaurante e se misturaram à multidão. Assim que se encontravam a uma distância segura do restaurante, ela virou-se para ele e disse:
- Desculpe, eu realmente não queria te envolver nisso, mas naquela situação eu não tinha outra escolha. Você sabe de algum lugar onde podemos nos esconder até a poeira abaixar?
- Sim... Podemos ir para a minha casa, não fica longe daqui.
Então os três continuaram caminhando entre a multidão, e após alguns minutos de caminhada chegaram ao apartamento de Angus. Malcolm, porém, não estava lá. Foi então que Angus viu um envelope em cima da mesa com o carimbo da Leeds Corp.. Ao abrí-lo, deparou-se com a seguinte mensagem:
"Caro senhor Ford, informamos que, como forma de pagamento de sua dívida com nossa corporação, seu irmão foi convidado a trabalhar e residir nas nossas dependências por tempo indeterminado. Agradecemos sua compreensão."
Angus sentou-se no sofá e permaneceu calado, sem saber o que fazer. Nenhuma das pessoas que foram levadas para trabalhar nas fábricas da Leeds retornou, e provavelmente seu irmão teria o mesmo destino. A mulher aproximou-se dele e perguntou:
- O que houve?
- Aqueles desgraçados levaram meu irmão. Não sei como esperavam que eu pagasse a taxa de residência, ganhando o que eu ganho consertando coisas... No fundo eu sabia que esse dia iria chegar, Não posso fazer muita coisa.
- E se eu te dissesse que... Na verdade há uma coisa que você pode fazer?
- Como assim?
- Já ouviu falar nos Ciganos?
Claro que Angus já ouvira falar deles. Considerados como um grupo terrorista pela mídia, eles já haviam realizado alguns atentados contra a Leeds, alegando que o sistema imposto sobre a AIA 22, assim como todas as outras áreas que controlavam, era injusto e desumano.
- Eu faço parte do grupo. Se quiser, pode se unir a nós, e te ajudaremos a resgatar seu irmão.
- Certo... Eu aceito. Não tenho escolha.
- Então está decidido! Partiremos agora mesmo!
- Para onde?
- Para o quartel general. Fica a poucos quilômetros daqui, no deserto. Se saírmos agora podemos chegar lá amanhã de manhã.
- Posso saber pelo menos o seu nome e quem é essa garota?
- Meu nome é Yordana. Quanto à garota... É uma longa história, explicarei quando chegarmos lá.
E então Angus partiu junto com aquelas duas figuras misteriosas, sem fazer idéia do destino que o aguardava.

Seção ciganos.

Aqui ficarão os links da fic :"Ciganos"

Capítulo 1

Capítulo 2