Eric Leeds estava sentado em seu gabinete, como em qualquer outro dia. Olhava pela janela, mergulhado em seus pensamentos. Tudo estava dando certo, o plano estava seguindo seu curso naturalmente e, com exceção daqueles malditos ciganos, a população parecia não se importar com nada enquanto tivesse comida na mesa. Porém, tal tranquilidade foi interrompida pelo seu secretário batendo na porta da sala.
- Pode entrar.
O secretário entrou com a cabeça baixa, andando devagar e com postura afetada. Isso foi o suficiente para que o presidente percebesse que algo não ia bem.
- Trago más notícias, senhor presidente.
- Sim, percebi isso logo que você entrou na sala. É grave?
- Infelizmente sim, senhor.
O presidente da corporação suspirou e permaneceu alguns segundos em silêncio. Em seguida gesticulou, dando permissão ao secretário pra lhe dizer o que havia acontecido.
- Bom... Acontece que... O trem que levava o material de pesquisa ao laboratório hoje de manhã foi... Assaltado.
- Isso não me parece tão grave. - Disse o presidente. Mas logo percebeu que havia uma pequena possibilidade de aquilo ser desastroso. - A menos que... Não! Não me diga que...
- Sim, infelizmente aconteceu. Levaram a Estrela.
Leeds sentiu um arrepio. Isso era grave. Gravíssimo. Levantou-se e bateu na mesa, gritando:
- Então o que está fazendo aí parado?! Mande soldados atrás deles! Mate todos se for necessário, mas tragam a Estrela sem nenhum arranhão!
- Sim, senhor. - E saiu rapidamente da sala.
O presidente agora para a janela sem a tranquilidade de antes. Tremia e suava frio. Se alguém descobrisse sobre suas intenções, seus planos seriam completamente arruinados.
------------------------------------------
- Qual é mesmo o seu nome?
- Ford. Angus Ford.
- Não é um nome muito comum.
- É, eu sei. Mas eu gosto, é diferente. Além do mais, Yordana não é exatamente um nome comum.
- É... Tem razão.
Os dois já estavam caminhando há alguas horas à beira da estrada e o sol já estava começando a baixar. De repente ouviu-se um som agudo vindo de um aparelho que Yordana carregava no cinto. Ela então parou para checar o aparelho.
- Ora, parece que vai levar menos tempo do que imaginávamos.
- Como assim?
- Bom, pode-se dizer que o QG está vindo até nós.
- Como assim?!
- Ora, você acha que um grupo revolucionário como o nosso ia durar tanto tempo com uma base fixa? Bom, é melhor você ver com seus próprios olhos. Vamos continuar andando.
Naquele momento Angus começou a pensar em como sua vida simplesmente virou de cabeça para baixo em poucas horas. Até pouco tempo atrás ele era apenas uma pessoa comum em mais um dia comum, e de repente. Seu irmão foi levado embora e agora ele estava envolvido com uma revolucionária e uma criança misteriosa. Agora não havia mais volta. Tudo que lhe restava era caminhar pelo deserto em direção ao destino desconhecido.
De repente seu pensamento foi interrompido pelo barulho de motores vindo de alguns quilômetros adiante na estrada. Era um grupo de motoqueiros que se aproximava.
- Droga! - Disse Yordana - Todos esses motoqueiros andando juntos, boa coisa não é.
Dito e feito. Quando chegaram mais perto eles rapidamente foram na direção dos três e os cercaram. Cerca de dez deles. Yordana gritou:
- O que vocês querem?!
Um deles desceu da moto, se adiantou e falou:
- O chefe vai pagar uma grana preta pra gente levar essa garotinha pra ele. É só você deixar a gente levar que ninguém se machuca.
- Não! Não posso deixar vocês levarem ela!
- Bom, nesse caso, infelizmente alguém vai se machucar.
Angus reparou que todos eles estavam armados com bastões de baseball, canos de ferro, facas e coisas do tipo. Ele e Yordana não teriam chance lutando sozinhos. Todos eles desceram das motos, e começaram a caminhar em direção a eles. Por mais que Angus pensasse numa forma de lutar e olhasse para todas as direções, não havia como escapar... Seria esse o fim?
De repente eles sentiram um leve tremor no chão. Começou fraco, mas logo já estava forte o suficiente para que alguns se desequilibrassem. Angus não sabia o que pensar quando uma escavadeira gigante saiu da terra a poucos metros do lugar onde eles estavam. Yordana riu e falou:
- Bom, já não era sem tempo.
O veículo era enorme. De onde estavam Angus calculou que devia ter cerca de dez metros de altura e talvez trinta de comprimento. Uma abertura apareceu na lateral e de lá saltaram duas pessoas: Uma mulher que aparentava ter quase a memsa idade que Yordana e um homem de mais de dois metros de altura, que gritou:
- Desculpe a demora!
- Sem problema, ainda estamos vivos, afinal!
Dois motoqueiros foram correndo na direção do homem, que os derrubou facilmente com apenas uma investida, deixando-os atordoados no chão. Mais dois partiram na direção da mulher, que desviou-se dos ataques facilmente e fez um deles acertar o outro na cabeça, e imediatamente deu uma joelhada na boca do estômago do segundo. Antes de Angus entender totalmente o que estava acontecendo nove dos dez motoqueiros já estavam caídos no chão. O homem segurou o décimo pela camisa e falou:
- Seja lá quem mandou vocês, diga para ele nunca mais entrar no caminho dos Ciganos, entendeu?
O homem, sem fala, apenas fez que sim com a cabeça, subiu na moto e fugiu, apavorado. Yordana suspirou, aliviada.
- Obrigada. Não sei o que seria de mim sem vocês.
- Ora, é pra isso que servem os amigos, não? - Disse a mulher - Bom, vamos voltar pro QG, está um calor dos infernos aqui.
Quanto mais se aproximava do enorme veículo, mais impressionado Angus ficava. Era uma espécie de mistura de escavadeira com tanque de guerra. Além das aberturas laterais, havia uma porta frontal que, quando aberta, formava uma rampa e dava acesso a uma garagem, onde haviam dois jeeps e três motocicletas. Nos fundos da garagem havia uma porta. Yordana adiantou-se e abriu. Virou-se para Angus e disse:
- Seja bem-vindo ao nosso QG.
Quando Angus entrou pela porta ficou sem palavras. Se ele não tivesse visto o veículo por fora diria que aquilo era algum edifício. A sala era enorme, Com várias portas nas paredes, onde estavam escritas coisas como "Enfermaria" ou "Oficina". Além disso, olhando pra cima, Angus viu que ainda havia outro andar, com uma espécie de varanda virada para dentro daquela sala. No centro da sala havia uma mesa verde, provavelmente era a sala de reuiniões. Logo uma mulher negra que aparentava cerca de 40 anos se aproximou de Yordana, falou alguma coisa com ela e foi em direção à criança.
- Olá menininha, como vai você? Eu sou a Dra. Annie, prazer em conhecer.
A garota, no entanto, não respondeu. Yordana disse:
- Eu já tentei de tudo mas essa garota não disse uma palavra até agora. Tenho medo do que possam ter feito com ela.
- Vou levá-la até a enfermaria. Quando descobrir alguma coisa eu aviso vocês.
- Certo. A propósito, esse é Angus, ele vai se juntar a nós. Estou indo apresentá-lo ao General.
Annie olhou para Angus e disse:
- O General pode parecer um pouco excêntrico, mas ele é um bom homem, não precisa ter medo.
Yordana pediu a Angus que a seguisse e subiu as escadas e foi até uma porta que ficava oposta à entrada frontal do veículo e bateu três vezes. Uma voz rouca disse:
- Pode entrar.
Yordana abriu a porta. A sala era relativamente pequena, sem decoração e com uma grande janela de vidro fumê no fundo. Perto dela havia uma mesa e um homem em pé ao lado dela. Quando viu a aparência do homem, Angus logo entendeu o motivo de a Dra. Annie ter dito aquilo. Aquele homem parecia ter saído de algum livro de história. Usava uma camisa vermelha de pano velho amarrada com cordões perto do pescoço, um colete sem mangas preto, uma calça larga e botas pretas, e na cabeça uma bandana vermelha. Além disso seu rosto era coberto por uma barba branca e usava dois grandes brincos de argola dourados. Yordana virou-se para Angus e disse:
- Angus, esse é o General Klaus, o líder de todo o nosso grupo. - Em seguida virou-se para Klaus - Esse garoto se uniu a nós para resgatar o irmão mais novo, que foi levado pela Leeds.
Klaus foi até Angus e o comprimentou.
- Seja bem-vindo, garoto. Qualquer um que esteja disposto a nos ajudar em nossa causa já pode se considerar um de nós.
O choque inicial de Angus ao ver aquele homem logo foi substituido por uma sensação de segurança transmitida pelo sorriso sincero e as palavras firmes do General. De repente ouviu-se uma voz chamando do andar inferior:
- Venham todos até a sala de reuniões para que Yordana explique o que descobriu em sua missão.
Todos desceram e se posicionaram em volta da mesa, menos a Dra. Annie, que ainda estava na enfermaria com a garota. Finalmente chegou a hora de Angus saber quem era aquela garota e por que ela estava com Yordana.
(Continua.)
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terça-feira, janeiro 27
segunda-feira, janeiro 19
Ciganos - Capítulo 1 - Desert Rose.
Olá, leitores do Fanfictions Place! Meu nome é Matheus e estarei também escrevendo uma fic para o blog. Antes vou falar um pouco sobre mim. Tenho 15 anos, e sou apaixonado por Rock. Nas minhas histórias uso várias referências ao universo Rock'n'Roll, seja nos nomes dos capítulos, falas de personagens, nomes de lugares ou pessoas. (Consegue adivinhar de onde vieram os nomes dos dois irmãos da minha fic?), e tenho preferência por temas modernos ou contemporâneos, como armas de fogo, industrialização, veículos motorizados, etc.. Então, sem mais demoras, apresento a vocês o primeiro capítulo da minha primeira fic: "Ciganos."
Ciganos - Capítulo 1 - Desert Rose.
O sol forte do meio dia pairava pela cabeça dos transeuntes das ruas daquela cidade. O céu dos subúrbios da Zona Franca da AIA (Área de Indústria e Armazenamento) 22 era de um azul acinzentado, e desbotava para um cinza azulado à medida que se aproximava do núcleo das fábricas, maior parte delas da grande rede Leeds Corp., que monopolizava os mercados de alimentos industrializados, produtos farmacêuticos e cosméticos. E pelas ruas desse subúrbio superlotado e sujo, o garoto Angus, de 16 anos, caminhava pelas ruas do distrito comercial, comprando o básico para a sobrevivência dele e de seu irmão Malcolm, de 13 anos.
Angus entrou num restaurante cheio e sentou-se na única mesa vazia. Enquanto aguardava ser atendido pelo garçom, ele reparou em uma mulher que estava entrando no restaurante. Ela usava uma espécie de sobretudo amarelado aberto e sem mangas, calças com estampa militar, botas, uma blusa preta e luvas sem dedos. Para completar o aspecto misterioso, usava um capuz na cabeça e um pano cobria o rosto do nariz até o pescoço. Junto dela entrou uma criança, usando um vestido preto e um capuz semelhante ao da mulher. As duas se dirigiram para a mesa onde Angus estava, pois era a única com cadeiras vazias.
- Desculpe-me, podemos nos sentar aqui?
- Sim, sem problemas.
As duas sentaram nas cadeiras do outro lado da mesa, de forma que ficaram de costas para a entrada. Pouco tempo depois Entraram dois homens fardados, armados e com máscaras de gás. Policiais. Um deles dirigiu-se até o balcão e falou alguma coisa com o dono do lugar enquanto os outros olhavam em volta. De repente, um deles fixou o olhar na mesa onde Angus se sentava, e foi caminhando lentamente até lá. Ele estava prestes a tocar o ombro da mulher quando ela subitamente levantou-se, chutou a arma do policial, sacou duas pistolas e disparou três vezes contra ele. As pessoas saíram correndo do restaurante e o outro policial preparo-se para atirar. Ela virou-se para Angus e gritou:
- Abaixe-se!
Angus viu que não tinha muita escolha e obedeceu, enquanto a mulher e a garota foram para seu lado da mesa e a derrubaram no chão, para se proteger dos tiros do soldado.
- Me desculpe por te envolver nisso - Disse a mulher. - Espero que saiba usar uma arma. - E entregou uma de suas pistolas para Angus.
Angus estava assustado demais para pensar, então limitou-se a obedecer a mulher misteriosa. Assim que o homem parou de atirar ele inclinou-se pra fora do escudo e acertou dois tiros na perna esquerda dele. Os três rapidamente correram para fora do restaurante e se misturaram à multidão. Assim que se encontravam a uma distância segura do restaurante, ela virou-se para ele e disse:
- Desculpe, eu realmente não queria te envolver nisso, mas naquela situação eu não tinha outra escolha. Você sabe de algum lugar onde podemos nos esconder até a poeira abaixar?
- Sim... Podemos ir para a minha casa, não fica longe daqui.
Então os três continuaram caminhando entre a multidão, e após alguns minutos de caminhada chegaram ao apartamento de Angus. Malcolm, porém, não estava lá. Foi então que Angus viu um envelope em cima da mesa com o carimbo da Leeds Corp.. Ao abrí-lo, deparou-se com a seguinte mensagem:
"Caro senhor Ford, informamos que, como forma de pagamento de sua dívida com nossa corporação, seu irmão foi convidado a trabalhar e residir nas nossas dependências por tempo indeterminado. Agradecemos sua compreensão."
Angus sentou-se no sofá e permaneceu calado, sem saber o que fazer. Nenhuma das pessoas que foram levadas para trabalhar nas fábricas da Leeds retornou, e provavelmente seu irmão teria o mesmo destino. A mulher aproximou-se dele e perguntou:
- O que houve?
- Aqueles desgraçados levaram meu irmão. Não sei como esperavam que eu pagasse a taxa de residência, ganhando o que eu ganho consertando coisas... No fundo eu sabia que esse dia iria chegar, Não posso fazer muita coisa.
- E se eu te dissesse que... Na verdade há uma coisa que você pode fazer?
- Como assim?
- Já ouviu falar nos Ciganos?
Claro que Angus já ouvira falar deles. Considerados como um grupo terrorista pela mídia, eles já haviam realizado alguns atentados contra a Leeds, alegando que o sistema imposto sobre a AIA 22, assim como todas as outras áreas que controlavam, era injusto e desumano.
- Eu faço parte do grupo. Se quiser, pode se unir a nós, e te ajudaremos a resgatar seu irmão.
- Certo... Eu aceito. Não tenho escolha.
- Então está decidido! Partiremos agora mesmo!
- Para onde?
- Para o quartel general. Fica a poucos quilômetros daqui, no deserto. Se saírmos agora podemos chegar lá amanhã de manhã.
- Posso saber pelo menos o seu nome e quem é essa garota?
- Meu nome é Yordana. Quanto à garota... É uma longa história, explicarei quando chegarmos lá.
E então Angus partiu junto com aquelas duas figuras misteriosas, sem fazer idéia do destino que o aguardava.
Ciganos - Capítulo 1 - Desert Rose.
O sol forte do meio dia pairava pela cabeça dos transeuntes das ruas daquela cidade. O céu dos subúrbios da Zona Franca da AIA (Área de Indústria e Armazenamento) 22 era de um azul acinzentado, e desbotava para um cinza azulado à medida que se aproximava do núcleo das fábricas, maior parte delas da grande rede Leeds Corp., que monopolizava os mercados de alimentos industrializados, produtos farmacêuticos e cosméticos. E pelas ruas desse subúrbio superlotado e sujo, o garoto Angus, de 16 anos, caminhava pelas ruas do distrito comercial, comprando o básico para a sobrevivência dele e de seu irmão Malcolm, de 13 anos.
Angus entrou num restaurante cheio e sentou-se na única mesa vazia. Enquanto aguardava ser atendido pelo garçom, ele reparou em uma mulher que estava entrando no restaurante. Ela usava uma espécie de sobretudo amarelado aberto e sem mangas, calças com estampa militar, botas, uma blusa preta e luvas sem dedos. Para completar o aspecto misterioso, usava um capuz na cabeça e um pano cobria o rosto do nariz até o pescoço. Junto dela entrou uma criança, usando um vestido preto e um capuz semelhante ao da mulher. As duas se dirigiram para a mesa onde Angus estava, pois era a única com cadeiras vazias.
- Desculpe-me, podemos nos sentar aqui?
- Sim, sem problemas.
As duas sentaram nas cadeiras do outro lado da mesa, de forma que ficaram de costas para a entrada. Pouco tempo depois Entraram dois homens fardados, armados e com máscaras de gás. Policiais. Um deles dirigiu-se até o balcão e falou alguma coisa com o dono do lugar enquanto os outros olhavam em volta. De repente, um deles fixou o olhar na mesa onde Angus se sentava, e foi caminhando lentamente até lá. Ele estava prestes a tocar o ombro da mulher quando ela subitamente levantou-se, chutou a arma do policial, sacou duas pistolas e disparou três vezes contra ele. As pessoas saíram correndo do restaurante e o outro policial preparo-se para atirar. Ela virou-se para Angus e gritou:
- Abaixe-se!
Angus viu que não tinha muita escolha e obedeceu, enquanto a mulher e a garota foram para seu lado da mesa e a derrubaram no chão, para se proteger dos tiros do soldado.
- Me desculpe por te envolver nisso - Disse a mulher. - Espero que saiba usar uma arma. - E entregou uma de suas pistolas para Angus.
Angus estava assustado demais para pensar, então limitou-se a obedecer a mulher misteriosa. Assim que o homem parou de atirar ele inclinou-se pra fora do escudo e acertou dois tiros na perna esquerda dele. Os três rapidamente correram para fora do restaurante e se misturaram à multidão. Assim que se encontravam a uma distância segura do restaurante, ela virou-se para ele e disse:
- Desculpe, eu realmente não queria te envolver nisso, mas naquela situação eu não tinha outra escolha. Você sabe de algum lugar onde podemos nos esconder até a poeira abaixar?
- Sim... Podemos ir para a minha casa, não fica longe daqui.
Então os três continuaram caminhando entre a multidão, e após alguns minutos de caminhada chegaram ao apartamento de Angus. Malcolm, porém, não estava lá. Foi então que Angus viu um envelope em cima da mesa com o carimbo da Leeds Corp.. Ao abrí-lo, deparou-se com a seguinte mensagem:
"Caro senhor Ford, informamos que, como forma de pagamento de sua dívida com nossa corporação, seu irmão foi convidado a trabalhar e residir nas nossas dependências por tempo indeterminado. Agradecemos sua compreensão."
Angus sentou-se no sofá e permaneceu calado, sem saber o que fazer. Nenhuma das pessoas que foram levadas para trabalhar nas fábricas da Leeds retornou, e provavelmente seu irmão teria o mesmo destino. A mulher aproximou-se dele e perguntou:
- O que houve?
- Aqueles desgraçados levaram meu irmão. Não sei como esperavam que eu pagasse a taxa de residência, ganhando o que eu ganho consertando coisas... No fundo eu sabia que esse dia iria chegar, Não posso fazer muita coisa.
- E se eu te dissesse que... Na verdade há uma coisa que você pode fazer?
- Como assim?
- Já ouviu falar nos Ciganos?
Claro que Angus já ouvira falar deles. Considerados como um grupo terrorista pela mídia, eles já haviam realizado alguns atentados contra a Leeds, alegando que o sistema imposto sobre a AIA 22, assim como todas as outras áreas que controlavam, era injusto e desumano.
- Eu faço parte do grupo. Se quiser, pode se unir a nós, e te ajudaremos a resgatar seu irmão.
- Certo... Eu aceito. Não tenho escolha.
- Então está decidido! Partiremos agora mesmo!
- Para onde?
- Para o quartel general. Fica a poucos quilômetros daqui, no deserto. Se saírmos agora podemos chegar lá amanhã de manhã.
- Posso saber pelo menos o seu nome e quem é essa garota?
- Meu nome é Yordana. Quanto à garota... É uma longa história, explicarei quando chegarmos lá.
E então Angus partiu junto com aquelas duas figuras misteriosas, sem fazer idéia do destino que o aguardava.
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